Wi-Fi 7: nova internet pode atingir velocidades de mais de 30 Gb/s

Novo padrão de alta velocidade de internet sem fio estará disponível a partir de 2023, mas sem previsão de chegada ao Brasil. Veja o que se sabe sobre a nova tecnologia.

O Wi-Fi 7, um novo padrão de velocidade de internet sem fio, está perto de ser lançado. Na última semana, a Qualcomm anunciou a Network Pro Series Gen 3, uma plataforma que, como o nome sugere, contará com a nova tecnologia. Segundo a empresa dos EUA, os novos aparelhos contarão com velocidades de mais de 33 Gb/s, isto é, mais que o triplo da potência do Wi-FI 6E, que tem performance de até 10 Gb/s. A Wi-Fi Alliance, o grupo que dita os padrões da tecnologia e do qual a Qualcomm faz parte, já havia anunciado que o Wi-Fi 7 teria, no mínimo, 30 Gb/s.

A expectativa é que o Wi-Fi 7 esteja disponível em 2023 — e pode demorar um pouco mais até chegar ao Brasil, dependendo de modelos específicos de roteadores.

Para usufruir de todas as vantagens do Wi-Fi 7 (padrão 802.11be) será necessário adquirir uma conexão de banda larga premium e dispositivos Wi-Fi 7, que ainda estão em desenvolvimento. O novo padrão permitirá menos latência e instabilidade, características úteis para aplicativos de realidade virtual ou streaming de vídeo em 4K.

O Wi-Fi 7 deverá operar na banda de 6 GHz, com suporte à largura de 160 MHz até 320 MHz. Segundo a Wi-FI Alliance, o uso simultâneo de diferentes bandas também será suportado.

No Brasil, o mais utilizado ainda é o Wi-Fi 5 (IEEE 802.11ac) com largura de 80 MHz até 160 MHz e banda de 5 GHz, o que garante velocidade máxima de 1 Gb/s. Para uso corporativo, ainda é possível contratar o padrão Wi-Fi 6E.

Com informações de Ars Technica e GSM Arena e TechTudo

Roteador TP-Link se mexe sozinho para melhorar sinal Wi-Fi

TP-Link AXE300, um roteador de banda quádrupla / Divulgação: TP-Link

A TP-Link apresentou na CES 2022 o roteador Archer AXE200 Omni, que conta com um recurso bem interessante, suas quatro antenas se abrem e se movimentam automaticamente para encontrar o melhor sinal. Esse roteador Wi-Fi 6E tem três bandas, 6Ghz, 5Ghz e 2.4Ghz, atingindo velocidades de até 10 Gbps.

Além da novidade do movimento automático, ele já sai de fábrica compatível com OneMesh, para criação de redes mesh na sua casa, e a TP-Link conta que em breve, ele também vai suportar Wi-Fi EasyMesh. O roteador recebeu uma menção honrosa do CES 2022 Innovation Awards, prêmio de inovação do evento.

Para quem achar a movimentação automática um exagero, o TP-Link também está lançando o Archer AXE300, que além desse detalhe, conta com especificações ainda melhores, como banda quádrupla (6Ghz e 2.4Ghz, além de duas bandas 5Ghz) e até 16 Gbps.

A TP-Link deve lançar os dois roteadores no segundo trimestre desse ano, mas o preço não foi informado.

Fontes: The Verge e Olhar digital

A internet não pega na casa toda? Veja como melhorar o wi-fi sem gambiarra

Fonte da imagem: ncultura.pt

Em alguns cantos da casa o sinal de wi-fi simplesmente não existe. Paredes, móveis e até outros eletrodomésticos podem prejudicar o recebimento e a transmissão de dados, mas existem meios para melhorar a distribuição de conexão pelos cômodos. Trocar o roteador ou a antena e investir em repetidores são algumas soluções — isso sem contar as gambiarras de colocar latinha de alumínio na antena.

Antes de entupir a casa de repetidores, aparelhos que replicam o sinal do wi-fi, tente realocar o roteador. Nem sempre ele está no melhor lugar. “Na maioria das vezes, a perda de sinal está ligada aos muitos obstáculos e ao posicionamento inadequado do ponto de acesso”, afirma Joselito de Sousa Barros, professor do curso técnico em informática do Senac.

A dica é: coloque o aparelho no centro do ambiente, de forma a propagar uniformemente as ondas transmitidas.

Se já tentou colocar o roteador em diversos lugares sem sucesso, talvez seja a hora de reavaliar o equipamento que está usando. Pode ser que você tenha um modelo antigo nas mãos, então pense há quanto tempo o roteador está em sua casa.

“O avanço tecnológico é vertiginoso, e o volume de dados que trafegam pela rede aumenta proporcionalmente a esse avanço”, diz Barros. “A infraestrutura que suporta esses serviços precisa acompanhar essa evolução. Padrões de rede antigos precisam ser substituídos”.

“Tem que ser um casamento”

Mas, antes de comprar novos dispositivos, o especialista recomenda conhecer os equipamentos e descobrir compatibilidades. “Tem que ser um casamento”, diz.

Se seu roteador suporta a troca de antena, essa será uma opção mais econômica.

Alguns dispositivos chegam às lojas com antenas de 12 ou 15 dBi e poderiam ter maior alcance e qualidade de sinal apenas trocando a antena por uma de 25 dBi. No entanto, alguns fabricantes produzem roteadores com antenas fixas ou internas.

“Não existe milagre”, diz. “Se você quer acessar as redes sociais pelo celular no cantinho do seu quarto, a 50 metros do transmissor e com dez paredes de concreto separando-os, não vai ser a troca da antena que resolverá o problema.”

Repetidor ajuda?

O repetidor de wi-fi, como o próprio nome indica, é usado para repetir um sinal já existente. Na prática, ele amplia a área de cobertura. Para grandes propriedades, a combinação de antena e repetidores faz grande diferença.

Quando muitos repetidores são instalados em ambientes próximos, no entanto, eles podem se tornar fonte de interferência.

“Não há um limite estabelecido para a instalação de repetidores, mas temos que ser sensatos”, comenta Barros.

Quando o ambiente for grande ou com muitos obstáculos, repetidor e antena podem funcionar. Tudo depende, é claro, da velocidade que seu plano de internet diz que entrega.

Vale lembrar que trocar roteador ou antena ou investir em repetidores não aumenta o preço do plano ou sua velocidade, mas faz com que você aproveite melhor o que já paga.

Fonte: UOL.

Veja as previsões de cibersegurança da WatchGuard para 2021

Especialistas preveem que criminosos cibernéticos encontrarão maneiras inovadoras de atacar indivíduos, suas casas e dispositivos

Foto por Pixabay em Pexels.com

A WatchGuard Technologies, empresa de segurança e inteligência de redes, segurança Wi-Fi e autenticação multifator, publicou suas previsões de cibersegurança para o ano de 2021. A companhia prevê que os criminosos cibernéticos encontrarão maneiras novas e inovadoras de atacar indivíduos, suas casas e dispositivos, a fim de encontrar um caminho para sua rede corporativa confiável.

A pandemia global acelerou rapidamente a mudança existente em direção ao trabalho remoto, onde os funcionários operam além da proteção do firewall corporativo. Por sua vez, os hackers irão explorar vulnerabilidades encontradas nas lacunas entre as pessoas, seus dispositivos e a rede corporativa. Veja algumas das principais previsões da WatchGuard para 2021:

Automação impulsiona a onda de campanhas de spear phishing

Spear phishing é uma técnica de ataque que envolve e-mails maliciosos altamente direcionados e convincentes que incluem detalhes específicos e precisos sobre um determinado indivíduo ou empresa. Historicamente, o spear phishing é uma atividade de alto investimento e potencialmente de alto retorno para hackers, que exige processos manuais e demorados. Isso vai mudar em 2021.

Os cibercriminosos já começaram a criar ferramentas que podem automatizar os aspectos manuais do ataque. Ao combinar essas ferramentas com programas que verificam dados de redes sociais e sites de empresas, os phishers podem enviar milhares de emails de spear phishing detalhados e confiáveis, com conteúdo personalizado para cada vítima.

Hackers infestam redes domésticas com worms

A pandemia obrigou a todos a adotar o trabalho remoto praticamente da noite para o dia, e a era do home office continuará em 2021 e além. No próximo ano, os cibercriminosos irão explorar redes domésticas desprotegidas como uma forma de acessar valiosos dispositivos de endpoint corporativos. Ao procurar e infectar deliberadamente os laptops e dispositivos inteligentes de propriedade da empresa em nossas redes domésticas, os invasores podem comprometer as redes corporativas.

No próximo ano, esperamos ver malware que não apenas se espalhe pelas redes, mas também procure sinais de que um dispositivo infectado é para uso corporativo (como evidências de uso de VPN).

Revolta dos usuários com a privacidade dos dispositivos inteligentes

Os sistemas inteligentes como Alexa, Siri, Google Assistant, entre outros, agregam valor e conveniência ao automatizar as luzes, a temperatura ambiente, as fechaduras das portas e muito mais. Embora todas essas tecnologias certamente tenham recursos muito úteis e benéficos, a sociedade está começando a perceber que dar às empresas tanto conhecimento não é saudável.

Os usuários estão começando a aprender que os algoritmos de mapeamento de dados que as empresas de tecnologia usam para categorizar e para quantificar e analisar as suas ações podem ter consequências indesejadas. É por isso que os usuários farão os fornecedores levarem mais a sério a privacidade de dispositivos domésticos e de consumo da Internet das Coisas (IoT) em 2021.

Os invasores examinavam VPNs e RDPs enquanto a força de trabalho remota aumentava

Embora muitas empresas tenham aproveitado levemente as soluções de Remote Desktop Protocol (RDP) e Virtual Private Networking (VPN) durante o período crescente de home office, esses serviços tornaram-se pilares para permitir que os funcionários acessem dados corporativos e serviços fora do perímetro da rede tradicional. Em 2021, a WatchGuard prevê que os invasores aumentem significativamente seus ataques a RDP, VPN e outros serviços de acesso remoto.

Lacunas de segurança em endpoints legados são exploradas

Endpoints se tornaram um alvo de alta prioridade para os cibercriminosos em meio à pandemia global. Com mais funcionários trabalhando em casa sem algumas das proteções baseadas em rede disponíveis no escritório corporativo, os invasores se concentrarão nas vulnerabilidades em computadores pessoais, seus softwares e sistemas operacionais.

É irônico que o aumento do trabalho remoto coincida com o mesmo ano em que a Microsoft encerrou o suporte estendido a algumas das versões mais populares do Windows – 7 e Server 2008. Em 2021, a WatchGuard prevê que os cibercriminosos procurem uma falha de segurança significativa no Windows 7 na esperança de explorar endpoints legados que os usuários não podem corrigir facilmente em casa.

O estudo completo pode ser acessado no link.

Fonte: ITforum

Roteadores de baixo custo têm brechas que podem facilitar invasões

Uma grave brecha de segurança foi descoberta em roteadores sem fio das marcas Jetstream e Wavlink, produtos de baixo custo e voltados para a popularização de redes sem fio domésticas. Os modelos, fabricados na China, possuem backdoors que permitiriam a um atacante assumir o controle de redes e, também, de dispositivos protegidos que estejam conectados a ela. Ao mesmo tempo, também aparecem entre os mais vendidos nos grandes varejistas dos EUA.

Os modelos da Jetstream são vendidos exclusivamente pela rede varejista Walmart, em dois modelos que saem a partir de US$ 35 (cerca de R$ 190 na conversão direta). O valor é semelhante para o roteador da Wavlink, disponível na Amazon, o que coloca os produtos abaixo até mesmo dos dispositivos mais baratos, vendidos por marcas consolidadas do mercado. De acordo com os especialistas em segurança do Cybernews, entretanto, o barato pode acabar saindo caro, em termos de segurança.

O trabalho é dos especialistas Mantas Sasnauskas, James Clee e Roni Carta, que encontraram diferentes portas abertas capazes de permitir a execução remota de códigos e o controle da rede. A partir daí, os atacantes poderiam lançar ataques de negação de serviço, por exemplo, ou interceptarem comunicações que estejam sendo feitas por meio das conexões.

Mais grave, ainda, é a ideia de que as backdoors teriam sido plantadas intencionalmente, não se tratando de uma falha de segurança nos dispositivos. Um dos indícios disso, segundo Sasnauskas, é o fato de que os roteadores possuem um recurso capaz de buscar outras redes nas proximidades, tentando se conectar a elas para uma possível exploração. O recurso, afirma ele, está disponível no firmware dos roteadores a partir de um script não documentado pelos fabricantes.

De acordo com os especialistas, os aparelhos de ambas as marcas são produzidos por uma mesma empresa chinesa, a Winstars, que também é responsável por outras linhas de eletrônicos de baixo custo disponíveis em varejistas internacionais. Além disso, o relatório aponta similaridades entre softwares, sistemas de acesso e até o design de produtos da Wavlink e da Jetstream, indicando que a segunda marca, teoricamente exclusiva para venda nos EUA, é uma mera modificação dos produtos da primeira.

Número de aparelhos afetados varia entre 12 milhões e 24 milhões

Segundo o CyberNews, não é possível saber exatamente quantos roteadores vulneráveis estão em uso ao redor do mundo, mas uma análise do ritmo de fabricação de produtos da Winstars indica um total que varia de 12 milhões a 24 milhões de roteadores e outros dispositivos de rede em atividade ou disponíveis nas prateleiras de diferentes varejistas. Todos, como dito, contendo as backdoors citadas, com a fabricante tendo trabalhado em diferentes contratos com o governo da China, no que pode indicar uma operação combinada entre a empresa e as autoridades.

A recomendação aos usuários é para que interrompam a utilização ou substituam os dispositivos por alternativas mais seguras, de marcas reconhecidas. Além disso, é importante trocar as senhas de redes sociais, serviços online e outras plataformas que tenham sido acessadas durante a utilização dos aparelhos, além das credenciais da própria rede, mesmo na troca por um roteador mais seguro.

Enquanto os dispositivos da Wavlink seguem à venda na Amazon, pelas mãos da própria varejista, o Walmart informou aos especialistas em segurança que não vai mais comercializar os dispositivos da Jetstream. De acordo com a empresa, o primeiro lote de produtos foi esgotado, mas com as descobertas de segurança apresentadas pelo time, pedidos de novas remessas foram cancelados. Outros produtos da marca, como TV boxes, porém, seguem à venda na varejista.

Fontes: CanaltechCybernews

Google quer testar banda larga em frequência de 6GHz nos EUA

Empresa pediu permissão à Comissão Federal de Comunicações (FCC) para executar testes ‘confidenciais’ em 17 estados do país; faixa de espectro pode ser usada para Wi-Fi e conexões 5G

Foto por Castorly Stock em Pexels.com

O Google pediu permissão à Comissão Federal de Comunicações (FCC) para realizar testes confidenciais de banda larga sem fio no espectro de 6 GHz em várias cidades dos EUA. A empresa quer analisar se a frequência pode fornecer “conexões de banda larga confiáveis”, segundo informações divulgadas pelo Business Insider.

A companhia fez a inscrição para cidades em 17 estados americanos, incluindo Arizona, Califórnia, Colorado, Flórida, Geórgia, Illinois, Iowa, Kansas, Nebraska, Nevada, Nova York, Carolina do Norte, Oklahoma, Oregon, Texas, Utah e Virgínia.

Recentemente, a FCC desbloqueou a faixa de espectro de 6 GHz para ser usada em conexões 5G, conexões Wi-Fi veículo a veículo, Internet das Coisas e muito mais. A frequência permite conexões sem fio potencialmente mais rápidas que os 5 GHz usados para Wi-Fi, mas é limitada a distâncias mais curtas.

Os testes serão conduzidos durante 24 meses “sem interferência prejudicial a outros usuários autorizados”. O Google não especificou qual o serviço está sendo testado, mas a internet sem fio é a mais provável por conta do uso do termo “banda larga”.

É muito difícil que a empresa forneça novas informações sobre o assunto pelos próximos anos, então a confirmação da novidade deve demorar a ser feita.

Google pago na Austrália

Em abril, a Austrália propôs a implementação de medidas que obrigariam empresas como Google e Facebook a pagarem pela veiculação de notícias no país. Nesta segunda-feira (17), o Google divulgou uma carta aberta alertando aos usuários sobre as “consequências negativas” das novas regras.

O governo australiano, por meio da Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC), sugeriu a criação de um código de conduta que regulamentasse a exibição de notícias em ferramentas de busca.

No entendimento das autoridades, o Google deveria pagar uma quantia às empresas de mídia australianas, sempre que exibisse suas notícias nos resultados de pesquisas. Uma vez implementado o código, a divulgação não autorizada desse tipo de material implicaria em multa.

Fontes: Olhar digital e Engadget

Falha de segurança permitia a malfeitores controlar a Alexa

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Bastava a vítima clicar em um link malicioso para dar controle do dispositivo a malfeitores; vulnerabilidade já foi corrigida pela Amazon

Pesquisadores da Check Point Research descobriram que a Alexa, assistente virtual da Amazon, é vulnerável a um ataque relativamente simples, que poderia legar ao vazamento de informações pessoais de seu proprietário.

Alguns subdomínios do serviço estavam vulneráveis a má configuração de recursos como Cross-Origin Resource Sharing (CORS), que permite que sites carreguem recursos de outros domínios que não o seu próprio, e Cross Site Scripting (XSS), que permite que criminosos injetem código em páginas visitadas por suas vítimas.

Com isso os pesquisadores descobriram que era possível capturar um token de autenticação, permitindo que executem ações no dispositivo da vítima, sem sua autorização ou conhecimento.

Esta vulnerabilidade permitiria a hackers instalar novas Skills (aplicativos que ampliam os recursos do Alexa) na conta de um usuário, obter uma lista das skills instaladas, remover uma skill instalada, obter o histórico de interações de voz entre o usuário e a Alexa e obter informações pessoais da vítima.

Para explorar a falha, tudo o que um malfeitor precisaria fazer é convencer o usuário a clicar em um link da Amazon especialmente elaborado, que pode ser disfarçado, por exemplo, como um link para um produto na loja da empresa.

Segundo a Check Point Research, que publicou um artigo técnico detalhando a vulnerabilidade, a Amazon foi informada em junho de 2020, e já corrigiu o problema.

“Os dispositivos IoT são inerentemente vulneráveis ​​e ainda carecem de segurança adequada, o que os torna alvos atraentes para os cibercriminosos. Eles estão continuamente procurando novas maneiras de violar dispositivos ou de usá-los para infectar outros sistemas críticos”, disse a Checkpoint.

“Esta pesquisa apresentou um ponto fraco no que é uma ponte para tais dispositivos IoT. Tanto a ponte quanto os dispositivos servem como pontos de entrada. Eles devem ser mantidos protegidos o tempo todo para evitar que hackers se infiltrem em nossas casas inteligentes”, afirma a empresa.

Fonte: Checkpoint Research

WiFi está no limite e precisa da faixa de 6 GHz, defendeu DSA em reunião na Anatel

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Avaliação feita pela DSA em reunião da Anatel foi rebatida pelas indústrias de redes móveis, que defendem a alocação do espectro para o celular

A tecnologia WiFi está no limite de sua capacidade e precisa de mais espectro urgente, defendeu representante da Dynamic Spectrum Allicance (DSA) ao Comitê de Espectro e Órbita em reunião na semana passada. Conforme o grupo, a velocidade da banda larga fixa vem aumentando, de modo que o ‘última milha’ da rede também deve aumentar sua velocidade, para suportar aplicações como realidade virtual, realidade aumentada e internet das coisas.

A apresentação foi feita em mais uma defesa da entidade pelo uso do espectro não licenciado na faixa de 6 GHz, como determinado pela Anatel em maio.  Conforme representante da DSA, o espectro será essencial para superar o congestionamento do WiFi e garantir que a tecnologia cumpra papel importante no offload (descarga) do tráfego móvel em 5G.

Com o WiFi 6 podendo acessar mais 1 GHz de espectro não licenciado, poderá entregar velocidades de até 10 Gbps.

Equilíbrio no espectro

Na mesma reunião, fabricantes de redes móveis e operadoras defenderam o acesso das redes celulares ao 6 GHz, alegando que, apesar de os Estados Unidos terem alocado toda a faixa de 6 GHz para WiFi,  outros locais do mundo, como Europa, não seguiram nessa linha.

“[Tais países] Sugerem que não seja alocada toda a faixa de 6 GHz para WiFi neste momento, de forma a equilibrar faixas para espectro licenciado e não licenciado”, defendeu o grupo, segundo relato do secretário do Comitê de Espectro e Órbita, Humberto Pontes Silva. Também o grupo entendeu que não haverá problema de convivência com os atuais serviços em 6 GHz, como enlaces de micro-ondas.

Fonte: Telesintese

Wi-Fi terá a maior mudança nas redes em 20 anos

Vêm aí as redes de Wi-Fi 6 Ghz, que devem acabar com os problemas de congestionamento das frequências atualmente disponíveis.

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Dentro de alguns meses, possivelmente ainda em 2020, você terá muito mais redes Wi-Fi à sua disposição. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu regulamentar e liberar a faixa dos 6 GHz para as redes Wi-Fim após decisão simular nos Estados Unidos. Esse será maior avanço dessa tecnologia nos últimos 20 anos.

Atualmente, as redes Wi-Fi operam nas frequências de 2,4 e 5 GHz, o que significa um número limitado de canais disponível para os usuários. Com o salto para 6 GHz, os roteadores poderão usar canais novos, evitando interferências e assim oferecendo sinais mais rápidos, estáveis e confiáveis.

Novos roteadores e aparelhos

A mudança é, de fato, grande: praticamente quadruplica o número de frequências de rádio disponíveis para as redes. Para a Wi-Fi Alliance, entidade que regula o uso dessas redes em todo o mundo, a modificação é a maior já acontecida na história do sistema.

Por conta disso, serão necessários novos roteadores, que propiciarão o uso da frequência ampliada. A expectativa é que os aparelhos aptos a nova rede devem ser lançados antes do final do ano. Eles serão identificados pelo nome oficial da rede: Wi-Fi 6E.

Wi-Fi 6E terá banda mais larga

Muitas vezes, o baixo desempenho do roteador acontece porque o número limitado de canais disponíveis de frequências de rádio fica sobrecarregado. Assim, sempre que você estiver em uma área onde muitas redes estão em uso simultaneamente, isso pode acontecer.

Mas as redes 6E acabarão com o problema sobretudo porque o novo Wi-Fi oferecerá sete canais. Em resumo, cada um terá a capacidade máxima de fluxos de sinais de rádio, e todos serão capazes de funcionar simultaneamente sem interferir uns com os outros.

Fim aos congestionamentos de rede

Os novos canais não usarão os espectros anteriormente disponíveis, mas se somarão a eles. Assim, para entender melhor a mudança, estão sendo abertos 1.200 megahertz de banda na faixa de 6 GHz. Durante os últimos 20 anos, tudo que o Wi-Fi tinha eram 400 megahertz de espectro (a largura da banda).

Já os canais das novas redes 6E terão 160 megahertz de largura cada um. Apenas dois desses já utilizariam todas as frequências disponíveis atualmente. Portanto, o espaço disponível será quadruplicado.

Para exemplificar: se você morar em um condomínio, e daqui a cinco anos todos os apartamentos estiverem utilizando as redes 6E não haveria congestionamento.

A velocidade do meu Wi-Fi irá aumentar?

Tecnicamente, a nova rede 6E proporciona a mesma velocidade máxima que as redes antigas de 2,4 e 5 gigahertz. Ou seja, 9,6 Gbps por segundo. Essa velocidade é na prática inalcançável, mas a velocidade pode aumentar com a nova rede, porque a sua banda é mais larga.

A previsão dos especialistas é que, com a nova rede Wi-Fi 6E, as conexões poderão oferecer velocidade de 1 a 2 Gbps.

Fabricantes preparados para 6E

Apesar dos primeiros celulares aptos a usar o novo Wi-Fi chegarem ao mercado no último trimestre de 2020, o seu uso vai se disseminar realmente em 2021, quando a Wi-Fi Alliance passará a emitir certificados para os aparelhos com a Wi-Fi 6E.

A indústria, por sua vez, está preparada para o novo momento. A fabricante de chips Broadcom já anunciou que tem um chip com 6E. Da mesma forma, a Qualcomm também confirmou que a próxima geração de chips terá suporte para 6E. Por sua vez, a Intel garante que seu chip novo estará pronto em janeiro de 2021.

Do mesmo modo, todos os principais fabricantes de roteadores já decidiram que vão aderir à nova e melhor frequência.

316 milhões de celulares em 2021

Os smartphones deverão ser os primeiros aparelhos a utilizar a Wi-Fi 6E. A previsão é de que 316 milhões de celulares com esta tecnologia sejam vendidos em 2021.

Logo após, será a vez dos tablets com 6E, enquanto as TVs possivelmente só terão o novo sistema em 2022. Todos os celulares, roteadores, laptops e tablets aptos a usar a nova tecnologia deverão ter impressa na caixa a expressão “Wi-Fi 6E”.

Roteador deverá usar nova tecnologia

Além da nova, todos esses dispositivos serão compatíveis com as atuais redes de 2,4 e 5 GHz. Porém, as vantagens só serão perceptíveis quando se usar um roteador com 6E.

Dessa maneira, você só terá realmente os benefícios da nova rede Wi-Fi se tanto seu dispositivo, quanto o seu roteador, utilizarem a nova tecnologia.

Dito tudo isso, ainda fica uma dúvida: a nova tecnologia 6E tem relação com o 5G? A resposta é não, mas o ponto em comum é que, enquanto as redes 5G vão melhorar significativamente a telefonia móvel, o 6E vai melhorar significativamente a transmissão de dados sem fio.

Fonte: Vivotech

Anatel aprova uso de frequências do Wi-Fi 6E no Brasil

Conselho da Anatel libera uso de frequência para Wi-Fi 6E; texto segue para avaliação da área técnica

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) liberou o uso de frequências de 5,9 GHz a 7,1 GHz no Brasil: elas são importantes para o Wi-Fi 6E, novo padrão para redes sem fio mais rápidas. A Wi-Fi Alliance espera que isso ajude em setores como educação, saúde e realidade aumentada, além de melhorar a experiência em downloads, jogos online e streaming de vídeo.

A aprovação se deu no Regulamento sobre Equipamentos de Radiocomunicação de Radiação Restrita. Dessa forma, o espectro utilizado passa a ser não-regulado e libera qualquer usuário e equipamento a utilizar essas frequências sem a necessidade de autorização da Anatel.

A notícia é boa para o Wi-Fi 6E, anunciado no início do ano: com a frequência na casa dos 6 GHz, a tecnologia terá até 1.200 MHz de espectro disponível. É possível ter até sete canais contínuos de 160 MHz, o que permite maior volume de dados durante as conexões.

Atualmente, as redes de 2,4 GHz liberam no máximo 72 MHz dos canais 1 ao 11, com blocos de 20 MHz. Em 5 GHz, a situação já é mais confortável: existem 36 blocos com licenciamento autorizado no Brasil, com largura de banda que varia entre 10 MHz a 160 MHz.

Wi-Fi 6E deve chegar aos dispositivos em 2021

A área técnica da Anatel ainda deve realizar estudos e discutir as especificações técnicas do Wi-Fi 6E. Sem a aprovação dos órgãos reguladores, é difícil criar dispositivos que funcionem em diversos países: as fabricantes podem incluir mais frequências nos chips de Wi-Fi ou regionalizar os produtos, como acontece com o 4G.

A previsão da Wi-Fi Alliance é que os primeiros dispositivos oficialmente compatíveis com Wi-Fi 6E sejam lançados no início de 2021.

Com informações: Tecnoblog, Teletime.