Conti: entenda como age um dos grupos de hackers mais perigosos do mundo

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Várias ações cibercriminosas pelo mundo têm sido atribuídas ao Conti, gangue hacker russa focada em ataques do tipo ransomware, que sequestra dados e pede dinheiro para devolvê-lo. Desde abril, o grupo tem travado uma guerra virtual contra a Costa Rica. Ao menos 27 instituições governamentais foram afetadas. Já calcula-se prejuízos em torno de US$ 30 milhões.

O FBI estima que o Conti fez mais de mil vítimas até janeiro, com pagamentos de mais de US$ 150 milhões de dólares. Diante do volume de ataques, ele é considerado um dos mais perigosos do mundo. Os Estados Unidos chegaram a anunciar recentemente a recompensa de US$ 15 milhões por pistas sobre a identificação e localização de seus membros.

Há alguns meses, o grupo teve vazados 60 mil mensagens de bate-papo interno, código-fonte e dezenas de documentos em uma conta no Twitter chamada @ContiLeaks. Com o material, é possível entender melhor como funciona a gangue. Estimativa de 2021 mostra que o Conti extorquiu cerca de US$ 180 milhões de suas vítimas, superando os ganhos de outros hackers que atacam com ransomware.

Experimentando o próprio remédio?

A suspeita é de que um pesquisador de segurança cibernética ucraniano esteja infiltrado no grupo, já que o vazamento aconteceu após os hackers oferecerem “apoio total” à invasão da Ucrânia liderada pelo governo russo de Vladimir Putin.

Por causa da guerra, o Conti ameaçou hackear infraestruturas críticas de qualquer um que lançasse ataques cibernéticos contra a Rússia.

Entre as informações vazadas estão a hierarquia empresarial do grupo, as personalidades de seus membros, como ele se esquiva da aplicação da lei e detalhes de suas negociações de ransomware.

Quadrilha funciona como empresa

De acordo com reportagem do site Wired, o grupo conta com vários departamentos, como Recursos Humanos, administradores, codificadores e pesquisadores, como qualquer outra empresa.

Há também políticas sobre como os hackers devem processar seu código, além de melhores maneiras para manter seus membros escondidos das autoridades.

Todos os integrantes têm pseudônimos. O presidente-executivo é Stern, também conhecido como Demon, e chamado de “grande chefe” pelos outros membros. Ele está sempre atrás de seus “funcionários” para prestação de contas.

“Olá, como você está, escreva os resultados, sucessos ou fracassos”, escreveu Stern em uma mensagem enviada a mais de 50 membros do Conti em março de 2021, segundo a Wired.

O gerente geral do Conti é chamado de Mango. Em longos monólogos, Mango fornece atualizações sobre os projetos do grupo a Stern —que não responde.

Quanto ao número exato de membros do Conti, não é possível saber ao certo. Entre os dados vazados há relatos que apontam 62 pessoas. Outros já calculam 100 funcionários. Além disso, a rotatividade de pessoal é alta, exigindo recrutamento constante.

Treinamentos constantes e salário

Os profissionais são treinados para o grupo através de fóruns de hackers e sites de empregos legítimos na internet, participando até de um processo de integração de equipe.

Os programadores ainda recebem salário, cerca de US$ 1,5 mil (R$ 7,3 mil) a US$ 2 mil (R$ 9,7 mil) por mês. Aqueles que negociam os pagamentos de resgate podem até receber uma parte dos lucros.

Ataque à Costa Rica

Meses depois de a rotina de trabalho ter sido exposta, a gangue hacker continua agindo. Em abril deste ano, o grupo atacou os ministérios da Economia, Trabalho e Previdência, Tecnologia e Inovação, Telecomunicações e Desenvolvimento Social e Ciência da Costa Rica.

Segundo o presidente do país, Rodrigo Chaves, o Conti está recebendo ajuda de colaboradores de dentro da região.

De acordo com o site The Verge, o grupo de ransomware, através de uma mensagem postada no site do Conti, pediu aos cidadãos da Costa Rica que pressionem o governo a pagar o resgate, que foi dobrado de US$ 10 milhões (R$ 48 milhões) iniciais para US$ 20 milhões (R$ 97 milhões).

Até o momento, o presidente da Costa Rica permaneceu inflexível na decisão de não pagar nada ao Conti.

Fonte: UOL.

Western Digital anuncia primeiros HDs de 22 TB e 26 TB do mundo

Imagem: Western Digital/Reprodução

A Western Digital anunciou, nesta segunda-feira (9) durante uma transmissão online, produtos com quantidades inéditas de armazenamento. Voltados para o uso corporativo, a empresa mostrou os HDs Ultrastar DC HC570, que tem 22 TB, e o Ultrastar DC HC670, que tem 26 TB.

Os aparelhos podem ser utilizados por data centers e foram desenvolvidos para companhias que atuam com nuvem. Ashley Gorakhpurwalla, executivo da Western Digital, explicou que a quantidade de dados digitais tem aumentado cada vez mais e por isso são necessárias novas soluções.

Ele citou a invenção da unidade de medidas Zettabyte, que representa 1 sextilhão de bytes. Os dados processados por ano mundialmente estão utilizando essa escala, já que os tradicionais gigabytes e terabytes já ficaram ultrapassados.

Os dois produtos funcionam a partir da tecnologia OptiNAND, que aumenta a quantidade de dados armazenados em cada unidade. Enquanto o lançamento de 22 TB apresenta o Conventional Magnetic Recording (CMR), o de 26 TB é um Ultra Shingled Magnetic Recording (Ultra SMR).

A Western Digital explicou que está conversando com parceiros para testar os HDs e que os produtos devem chegar ao mercado entre junho e setembro de 2022 (no verão do hemisfério norte e inverno do hemisfério sul).

SSD de 16 TB

Além dos HDs, a marca apresentou o SSD NVMe Ultrastar DC SN650 de 16 TB. Do formato PCLe Gen 4, o lançamento também é voltado para data centers e por enquanto não servirá para usuários comuns. A unidade de armazenamento em estado sólido promete portabilidade e aceleração na implantação de serviços em nuvem.

Fonte: Tecmundo

Gigantes da tecnologia se unem para acabar para sempre com as senhas

Há cerca de dez anos, um consórcio de empresas de tecnologia e segurança, agências governamentais, instituições financeiras e outros foi lançado com o objetivo de eliminar o uso de senhas em sites, aplicativos e dispositivos. Agora, o Fast IDentity Online (Fido) Alliance parece ter finalmente encontrado um meio para isso.

Em um novo relatório, o consórcio traz um conceito de como tornar a prática do “não uso de senhas” mais ampla.

E o que as pessoas vão usar no lugar de senhas? As opções são muitas: elas podem usar seus celulares, usando SMS ou sensores de proximidade, mas também scanners de impressão digital e íris, reconhecimento facial e de voz. Outras opções são chaves físicas, na forma de chaveiros USB.

O importante é acabar com a senha: é um recurso arcaico, facilmente burlável, e incômodo ao usuário.

Para termos uma ideia do quanto é expressivo o Fido, estamos falando de um consórcio abrangendo fabricantes de chips, como Intel e Qualcomm. Há também desenvolvedores de plataformas como Amazon e Meta (Facebook), instituições financeiras, como American Express, Bank of America, além dos três grandes desenvolvedores de sistemas operacionais comerciais: Google, Microsoft e Apple.

Andrew Shikiar, diretor executivo do consórcio, diz que a autenticação Fido tem que estar prontamente disponível para as pessoas: “As senhas fazem parte do DNA da própria web e estamos tentando suplantar isso. Não usar uma senha deve ser mais fácil do que usar uma senha”.

A autenticação sem senha já é uma realidade, mas ainda encontra dificuldades. Um padrão universal como o Fido pode se tornar disponível em todos os dispositivos do usuário, não importando a marca, e ser facilmente cambiada quando, por exemplo, alguém passa seu notebook ou celular para outra pessoa. Dessa forma, garantindo que você possa sobreviver à perda de um aparelho, pode se sincronizar em diferentes dispositivos.

Fonte: Yahoo!

Será o fim das senhas? Entidade propõe novo padrão de autenticação

Após uma década de estudos, a FIDO Alliance – entidade empenhada em criar novos padrões de autenticação – publicou um artigo em que apresenta a visão de um futuro onde não será preciso de senhas na navegação online.

Por enquanto, o documento é conceitual (não técnico), mas mostra o esforço da entidade em eliminar a necessidade do gerenciamento de senhas, evitando o comportamento comum das pessoas de usar uma mesma combinação em todas as contas, gerando um sério risco de segurança.

Para resolver esse problema, em 2015, a FIDO começou a publicar um conjunto de diretrizes (mais tarde seguido pela especificação W3C WebAuthn) que geravam mecanismos de autenticação padrões e resistentes a ataques de phishing. Hoje, o WebAuthn é um padrão oficial e aberto na internet, permitindo que usuários façam login em contas online usando chaves biométricas, dispositivos móveis ou chaves de segurança FIDO.

Agora, a entidade quer generalizar esse padrão para todos os serviços e empresas, eliminando de uma vez por todas o uso de senhas pelos usuários.

A visão da FIDO de um mundo sem senhas

O principal conceito sugerido é que os sistemas operacionais (de PCs e smartphones) implementem um gerenciador de “credencial FIDO”. Ele será parecido com um gerenciador de senhas, mas, em vez de senhas, esse mecanismo armazenará chaves criptográficas que podem ser sincronizadas entre dispositivos e serão protegidas pelo bloqueio biométrico, por exemplo.

O grande gargalo nesse conceito está em como facilitar o processo de troca ou adição de novos dispositivos pelo usuário. Caso a configuração de um novo celular seja complicada e não exista uma maneira mais simples de fazer login em aplicativos e serviços, a maioria dos usuários ainda preferirá continuar a usar as senhas.

Como ressaltou a Wired, a FIDO não é a única trabalhando em uma forma de acabar com as senhas. A Apple anunciou recentemente que está desenvolvendo um recurso próprio –  parecido com que está sendo proposto pela entidade – e que funcionará no iCloud. O problema de criar uma nova solução não padronizada é que o método de autenticação funciona muito bem se o usuário for trocar um iPhone velho para um novo. Porém, se ele quiser migrar de um iPhone para o Android, por exemplo, o processo não deve ser tão simples assim.

É claro, mesmo que a FIDO encontre uma fórmula mágica, as senhas não desaparecerão da noite para o dia. Primeiro, que nem todo mundo tem um smartphone ou dispositivo conectado. Além disso, as senhas podem acabar servindo de backup, no caso da perda ou roubo de um dispositivo. Sobre o uso geral da autenticação sem senha, a própria entidade também afirma que nem sempre ela poderá atender aos requisitos de segurança mais extremos.

Fonte: Gizmodo

5 dicas para proteger o seu e-mail de ações maliciosas

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Ter um e-mail é algo extremamente comum em 2022, seja para trabalho ou mesmo somente para utilizar serviços na internet. Ao mesmo tempo, as mensagens eletrônicas ainda são vetores de muitas ameaças para o mundo inteiro, o que aumenta a necessidade de usuários saberem como se proteger delas.

Muitos e-mails são vetores para diferentes golpes, com intenção de roubar dados das vítimas e então realizar fraudes, seja pelo próprio sistema de mensagens eletrônicas ou invasões de contas de outros serviços, como bancários.

Verificar quem enviou o e-mail

Uma dica simples, mas que já ajuda a filtrar muitos emails maliciosos. Desconfie de promoções e sorteios nos quais você não tenha participado. Lembre-se do famoso ditado de que nada cai do céu, portanto, emails com assuntos muito chamativos, normalmente sinalizam perigo e chances de golpes.

Ter cuidado com links e anexos

É importante ter muito cuidado ao clicar em links e abrir anexos de mensagens recebidas. Certifique-se de que o remetente do email é um contato que você conhece ou que seja de confiança. Muitos links acabam redirecionando o usuário para páginas com vírus e/ou golpes.

É necessário ter o mesmo cuidado com os anexos, eles podem, no momento em que se faz o download do arquivo, acabar instalando programas espiões e que possibilitam ataques e problemas de segurança no computador pessoal.

Fique atento com o compartilhamento em redes sociais

Mais do que trazer visibilidade no formato de alcance positivo para uma empresa, as redes sociais também podem dar visibilidade para informações delicadas que nem sempre queremos que se tornem públicas. Por esse motivo, sempre é bom ter atenção aos conteúdos postados nas redes sociais, como e-mails corporativos e pessoais, por exemplo. Compartilhe o endereço apenas com pessoas que você queira que tenham acesso.

Denuncie e faça o bloqueio de spams

Além de deletar as mensagens spam, também denuncie-as. Além de poupar tempo, evitando que o usuário siga recebendo mensagens indesejadas, a denúncia também faz com que seu provedor de e-mail não os direcione mais para sua caixa de entrada.

Usar um e-mail criptografado

Caso seja necessário ainda mais segurança no seu dia a dia, a utilização de um e-mail que seja criptografado garante segurança máxima para os usuários. Empresas de hospedagem oferecem soluções com o certificado SSL, que prevê criptografia de dados nos serviços oferecidos, como o email profissional. Quando um site ou uma solução possui certificado SSL instalado e usa o protocolo https, é considerado seguro.

Fonte: Canaltech

Centro de pesquisa que abriga super laboratório Sirius sofre ataque ransomware

E fevereiro continua trazendo ataques virtuais em diversos setores do Brasil. No sábado (18), além do ataque a grupo Americanas e sites afiliados, como o Submarino, o CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), localizado em Campinas-SP, sofreu um ataque ransomware, impossibilitando o acesso à parte dos dados de seus sistemas, cujo o superlaboratório Sirius faz parte.

O CNPEM é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O centro possui quatro laboratórios que são referências mundiais, entre eles o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), responsável pela operação do Sirius, o acelerador de partículas brasileiro.

Parte dos sistemas voltou a operar nesta segunda (21), mas alguns continuavam fora do ar, segundo o último informe divulgado publicamente pela organização.

Além disso, comunicado interno do CNPEM obtido pelo portal G1 informava que o incidente de segurança foi parcialmente contido pela equipe de TI do centro, mas vários computadores e servidores acabaram corrompidos. Até a tarde de terça-feira (22), nenhum criminoso havia entrado em contato com a instituição para pedir o resgate dos dados.

Fontes: Canaltech e G1

Mais da metade das organizações otimizou processos em TI, diz estudo global

35% fizeram avanços significativos para otimizar gerenciamento de riscos e cibersegurança. Nuvem é tida como maior geradora de otimização.

Fonte da imagem: Shutterstock

Em busca de reduzir custos, riscos e melhorar a agilidade no dia a dia, empresas mundo afora seguem com investimentos em otimização de processos. Estudo global da ServiceNow e ThoughtLab identificou que 35% das organizações fizeram avanços significativos ou muito significativos para otimizar o gerenciamento de risco e de cibersegurança e 35% avançaram na otimização de estratégias e planejamentos. O levantamento ouviu 900 líderes empresariais sêniores.

“A otimização de processos é essencial pois, além de melhorar a velocidade e a agilidade no dia a dia, pode resultar em custos e riscos menores, melhor engajamento de empregados e maior receita”, destaca Dave Wright, diretor executivo de inovação da ServiceNow.

O uso de serviços em nuvem também foi outro ponto recorrente nas respostas dos entrevistados. Utilizada por 76% deles, a nuvem é tida como a maior geradora de otimização. “Isso ocorre dado que, ao oferecer acesso seguro e de qualquer lugar a dados e arquivos, a nuvem ajuda as empresas a ganhar velocidade e agilidade, aumentando assim a eficiência”, complementa Wright.

Há, entretanto, algumas áreas que receberam maior atenção das organizações no quesito esforços de otimização. Segundo o levantamento, 33% dos entrevistados mencionaram ter realizado investimentos em Serviços e TI, seguido de investimentos em Experiência e Atendimento ao cliente (30%). Mais da metade (58%) das organizações afirmou ter modernizado suas plataformas e seus sistemas de TI e pouco menos da metade (46%) melhorou a coordenação entre departamentos e cargos.

Os investimentos em otimização de processos não devem recuar pelos próximos dois anos, com 54% das organizações afirmando planejar otimizar as áreas de gerenciamento de risco, segurança cibernética, experiência de funcionário e fluxos de trabalho. Dos entrevistados, 53% por cento pretendem tomar medidas para melhorar os serviços e o suporte de TI e 50% visam a otimizar a estratégia, o planejamento, a experiência de cliente e o atendimento ao cliente.

Fonte: IT Fórum

Seagate coloca primeiros HDs de 22TB no mercado

A empresa está usando a técnica SMR para aumentar a densidade de seus produtos.

Em uma conferência com acionistas, a Seagate revelou que começou a distribuir no mercado as primeiras unidades de seus HDs com capacidade total de 22 TB. Os dispositivos devem ser oferecidos de forma restrita a clientes selecionados, e a capacidade é fruto do uso da tecnologia Seagate SMR, que aproxima áreas de escrita e leitura para aumentar a densidade dos discos.

A empresa também usa a técnica Shingled Magnectic Recording (SMR), padrão de gravação perpendicular na qual diferentes trilhas ficam parcialmente sobrepostas. Enquanto isso resulta em discos ainda mais densos, a tecnologia traz como contraponto a imprevisibilidade das velocidades de gravação e leitura.

Segundo a companhia, sua linha de dispositivos também inclui produtos que usam a técnica CMR (Conventional Magnetic Recording), que também usa um padrão perpendicular, mas sem sobrepor trilhas. A empresa afirma que os produtos dessa linha atualmente são oferecidos com capacidades que variam entre 16 TB e 20 TB.

Seagate já investe em tecnologias para o futuro

Ao mesmo tempo em que 20 TB de espaço podem ser mais do que suficientes para consumidores caseiros, essa capacidade pode ser consumida facilmente por um banco de dados. Para o futuro, a empresa aposta na tecnologia Heat Assisted Magnetic Recording (HMR), que permite que bits de dados fiquem menores e ganhem uma maior densidade, ao mesmo tempo em que mantêm a estabilidade magnética e térmica.

Enquanto os dispositivos baseados na tecnologia ainda são considerados experimentais, a fabricante já passou a disponibilizá-los de forma limitada a alguns parceiros. A previsão da companhia é que a técnica vai permitir a fabricação de HDs com capacidades superiores a 50 TB até o ano de 2026.

O anúncio dos HDS de 22 TB acontece somente pouco mais de um mês após a Seagate anunciar o lançamento dos modelos Exos X20 e IronWolf Pro. Com preços que variam entre US$ 649,99 e US$ 699,99, os periféricos usam a tecnologia de gravação magnética convencional (CRM) e já estão disponíveis para compra.

Fontes: Guru3D e Adrenaline

Google deve passar a limitar espaço de armazenamento de backups do WhatsApp

Nos últimos anos o Google vem trabalhando para colocar um fim em seu armazenamento ilimitado em nuvem e, após o Google Fotos, a próxima vítima deve ser o WhatsApp, mais especificamente os backups do app de mensagens no Android. Até então, ao salvar suas conversas na nuvem, esse espaço ocupado não é incluso no limite de 15 GB do Drive. No entanto, isso pode mudar.

De acordo com o WABetainfo, site especializado em informações sobre o mensageiro, o WhatsApp está desenvolvendo um recurso que permite os usuários apagarem conversas específicas antes de realizarem o backup ou ainda selecionar quais conteúdos deseja manter no salvamento. O motivo disso é justamente o fim do espaço ilimitado no Android.

Google o armazenamento do WhatsApp

O site ainda encontrou dados sobre notificações do WhatsApp informando sobre a limitação de espaço e avisando os usuários quando isso está perto de ser atingido. Se confirmado, deve representar o fim de uma das grandes vantagens dos usuários Android, já que no iOS o plano de armazenamento já é ilimitado.

Apesar de nova, considerando a política do Google nos últimos anos, a informação não chega a ser surpreendente. O Google ainda oferecerá uma certa cota para armazenar backups do WhatsApp gratuitamente, mas será um plano limitado, e as informações sobre o novo plano de armazenamento são desconhecidas no momento.  

Em junho de 2021, o Google Fotos encerrou o armazenamento ilimitado de fotos e vídeos em alta resolução. Com isso, o usuário que optar pelo serviço gratuito terá “apenas” 15 GB — capacidade dividida também com serviços como Google Drive e Gmail — para salvar suas mídias na plataforma.

Existe a opção de migrar o serviço de armazenamento para outros provedores, como Apple, iCloud, Dropbox ou Amazon Photos, por exemplo. Mas o limite para planos gratuitos também será um empecilho. Quem quiser “tirar o escorpião do bolso” também pode assinar o serviço Google One por R$ 6,99 mensais (100 GB) ou R$ 34,99 por mês (2 TB).

Fonte: Olhar digital

Previsões tecnológicas para 2022 e para os anos seguintes

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Em 2022 serão intensificadas conversas sobre tendências em gêmeos digitais e computação quântica.

No fim de janeiro último, a Dell Technologies apresentou sua visão sobre as tendências que moldarão o futuro da tecnologia de 2022 em diante, com a participação de dois de seus principais líderes: John Roese (Chief Technology Officer) e Luis Gonçalves (Líder Dell Technologies da América Latina).

Após dois anos em meio à crise de uma pandemia global, o mercado vem lentamente lançando as bases para a reconstrução e a transição para uma recuperação econômica orientada pela tecnologia está sendo feita. Apesar dos desafios que a América Latina ainda enfrenta, as projeções em sua maioria mostram crescimento econômico na região.

“À medida que buscamos alcançar uma recuperação econômica e social mais equitativa para viver esse mundo híbrido, é imperativo que continuemos nesse caminho de acesso à conectividade, e percebamos seu enorme potencial, superando desafios importantes como cibersegurança, marcos regulatórios regionais, a necessidade de aumentar a cobertura do acesso aos serviços de internet e o desenvolvimento de habilidades digitais que permitam a apropriação e uso de infraestrutura e soluções digitais para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, afirmou Gonçalves.

As tendências que serão destaque em 2022

Apresentadas por John Roese, as previsões de curto e longo prazo da Dell Technologies para 2022 em diante abordam como o setor de TI fornecerá as plataformas e capacidades para aproveitar o aumento exponencial de dados e transformar nossas vidas. As principais tendências serão:

1. Edge Computing com novas áreas de foco

A discussão sobre Edge Computing passará a ter duas áreas de foco: as plataformas que irão capacitar com segurança o ecossistema e as cargas de trabalho definidas por softwares correspondentes que permitirão que os sistemas de aplicativos e dados sejam estendidos até a borda. 

“Se essa abordagem não acontecer, haverá caos nesta parte crítica e inevitavelmente o nosso futuro computacional será afetado. Isso ocorre porque as empresas nascidas na nuvem não podem se estender até o limite sem a ajuda da infraestrutura adequada”, afirmou Roese.

2. Mobilidade Privada

A previsão é de uma abertura do ecossistema de forma acelerada, com mais indústrias aderindo à nuvem e TI envolvidas no caminho para o 5G. Hoje, o 5G não é significativamente diferente ou melhor que o Wi-Fi na maioria dos casos de uso corporativo, mas isso mudará em 2022 à medida que versões mais modernas e poderosas do 5G se tornarão disponíveis para as empresas.

3. Gerenciamento de dados

O Edge Computing se tornará o novo ‘campo de batalha’ para o gerenciamento de dados, à medida que o gerenciamento de dados se torna uma nova categoria de carga de trabalho. Atualmente, o processo de dados, sua análise e gestão é feita em dados centralizados e em tempo real, mas Edge está ganhando mais relevância neste sentido. 

“Na Dell Technologies, temos uma oportunidade única de fornecer uma única ferramenta de orquestração capaz de trabalhar no limite em centros locais e implantações em nuvem e, assim, alcançar uma estratégia completa e competitiva de análise e gerenciamento de dados comuns”, completou John Roese.

4. Segurança

O mercado terá de passar da preocupação para a ação com relação às ameaças cibernéticas. Empresas e governos enfrentam ameaças cada vez mais sofisticadas, com maior impacto na receita e nos serviços. Ao mesmo tempo, a superfície de ataque dos hackers está crescendo por conta da expansão do trabalho remoto e transformação digital.

 Como resultado, o setor de segurança está trabalhando não apenas na detecção automatizada, mas também na prevenção e resposta ao ataque. Aplicando Inteligência Artificial e Machine Learning para aumentar a velocidade de reação e remediação. 

“Essas quatro áreas (Edge Computing, Mobilidade Privada, Gerenciamento de Dados e Segurança) levantam a necessidade da integração de sistemas baseados em nuvem públicas e privadas. Nosso sistema de TI é distribuído em um mundo multi-cloud, então todos esses novos desafios precisam ser resolvidos independentemente de onde os sistemas estão sendo implantados.”, explicou o executivo.

Para além de 2022

Outras previsões mostram tendências que terão suas conversas intensificadas para 2022, com aplicações nos anos seguintes:

• Computação Quântica

Em 2022, a Dell Technologies projeta que a indústria perceba que a inevitável topologia de um sistema quântico será um computador quântico híbrido. Desta forma, o hardware quântico ou unidades de processamento quântico (PUUs) são sistemas de computação especializados que se parecem com aceleradores e se concentram em matemática e funções específicas centradas no quantum. O QPU será cercado por sistemas convencionais de computador para pré-processar os dados, executar o processo geral e interpretar a saída do QPU.

Os primeiros sistemas quânticos do mundo real estão seguindo esse modelo quântico híbrido e “a colaboração da computação clássica e quântica se espalhará”, destaca o especialista. Além disso, a simulação quântica usando a computação convencional será a maneira mais econômica e acessível de disponibilizar sistemas quânticos para nossas universidades, cientistas de dados e pesquisadores.

• Automotivo

O ecossistema automotivo mudará rapidamente o foco de um ecossistema mecânico para uma indústria de dados e computação. “Estamos vendo uma mudança de motores de combustão interna para veículos elétricos que resulta em uma simplificação radical da cadeia de suprimentos físicos. Além disso, observamos uma expansão significativa do conteúdo de software e computador dentro de nossos carros através da ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) e esforços de veículos autônomos. Finalmente, é fato que a indústria automotiva está se tornando uma indústria baseada em dados para tudo, desde entretenimento e segurança até grandes interrupções, como Car-as-a-Service e entrega automatizada”, afirmou Roese.

Isso nos diz que as indústrias automotiva e de transporte estão iniciando uma transição rápida para serem impulsionadas por software, computação e dados. Já vimos isso em outros setores, como telecomunicações e varejo, e em todos os casos o resultado é o aumento do consumo de tecnologia de TI.

Nesse sentido, o executivo destacou que “A Dell Technologies está ativamente engajada com a maioria das principais empresas automotivas do mundo em seus primeiros esforços, e esperamos que em 2022 continue sua evolução para a transformação digital e a profunda interação com os ecossistemas de TI.”

• Gêmeos digitais

Embora estejam ganhando terreno, gêmeos digitais ainda são uma tecnologia inicial, com poucos exemplos reais na produção. Nos próximos anos, eles se tornarão mais fáceis de criar e usar à medida que definimos estruturas, soluções e plataformas padronizadas. 

Eles permitirão que as empresas forneçam análises aprimoradas e modelos preditivos para acelerar a transformação digital 3.0. Eles serão o centro do negócio para simular mudanças e impactos principalmente no setor industrial.

 “Como otimista da tecnologia, vejo cada vez mais um mundo em que humanos e tecnologia trabalham juntos para entregar resultados impactantes a uma velocidade sem precedentes. Essas perspectivas de curto e longo prazo se baseiam no progresso que estamos fazendo hoje. Se vermos uma melhora incremental, há uma grande oportunidade de transformar positivamente a forma como trabalhamos, vivemos e aprendemos, e 2022 será mais um ano de inovação acelerada e adoção tecnológica”, concluiu o CTO global da Dell.

Fonte: Terra Tecnologia