Brasileiros ficam mais de dois anos com o mesmo celular, indica pesquisa

Os brasileiros estão cada vez mais tempo com seus celulares antes de trocá-los por outro. Ao menos, é o que indica a nova pesquisa “O brasileiro e seu smartphone”, realizada por Mobile Time/Opinion Box. De acordo com os resultados, os moradores do país passam mais de dois anos usando os mesmos smartphones antes de pensar em comprar um modelo novo, mostrando que o número recorrente de lançamentos mensais por parte das fabricantes com a justificativa de que essa troca seria feita a cada 12 ou 18 meses não se justifica.

Segundo o levantamento, os usuários de iPhones são os mais fieis aos seus dispositivos e ficam, em média, dois anos e sete meses com o mesmo aparelho. Já os donos de celulares Android costumam trocar a cada dois anos e dois meses.

A pesquisa ainda revelou que, no geral, os brasileiros buscam mais por um celular com o sistema operacional do Google — 85% possuem um smartphone Android. Já os fãs da Apple representam uma parcela de 14% dos entrevistados, enquanto 1% não soube identificar o software do telefone ou usava outra plataforma.

O estudo também revelou a fabricante favorita entre a população brasileira, e a Samsung ocupa a liderança com folga. A companhia sul-coreana é a preferida entre 43% dos entrevistados, enquanto a Motorola ocupa a segunda posição, com 22%. Apple, Xiaomi e LG completam a lista dos cinco primeiros, com 13%, 10% e 7%, respectivamente. “Outros” aparelhos representam uma fatia de 5% dos participantes.

Curiosamente, a Apple representa uma fatia de 13% entre os compradores, enquanto seu sistema operacional, o iOS, representa 14% dos entrevistados. Essa pequena diferença, porém, pode ser justificada como um possível erro dos participantes na hora de responder as duas perguntas.

Também é possível conhecer quantos brasileiros compram um celular novo e quantos recorrem a dispositivos usados — segundo os dados, 90% vão às lojas para comprar um modelo “na caixa”, enquanto 10% preferem economizar e buscam por um de segunda mão.

A pesquisa indica, porém, que o cenário se divide em relação à pretensão de compra nos próximos meses. 51% dos entrevistados pretendem adquirir um novo celular em até um ano, enquanto 39% revelam que vão manter seus dispositivos atuais — 25% porque não precisam e 14% por falta de dinheiro. 10% ainda não estão decididos quanto à possibilidade de compra de um novo telefone.

Homens querem performance e mulheres querem espaço

O levantamento ainda indicou quais são as prioridades de homens e mulheres na busca por um celular novo. Segundo os resultados, os respondentes do sexo masculino focam mais no processamento e 38% deles escolhem seu celular com base no chipset com o qual o dispositivo é equipado.

Já as entrevistadas voltam sua atenção para outro fator importante: a memória interna. Ou seja, o foco delas é a quantidade de armazenamento disponível no smartphone quando vão comprar e 36% das mulheres são atentas a este fator.

Já em um panorama geral, sem separar os interesses de homens e mulheres, 32% dos entrevistados dão atenção ao processador do celular, enquanto 30% preferem mais memória. A lista das cinco características mais buscadas é finalizada com a duração da bateria, qualidade da câmera e tamanho da tela, respectivamente com 20%, 11% e 4%. Outros 3% disseram que não estão atentos a nenhum destes itens.

Também é interessante notar que essa preferência varia de acordo com a idade. Enquanto jovens de 16 a 29 anos têm a capacidade de processamento como ponto prioritário na hora da compra (32%), pessoas acima de 50 anos focam na quantidade de armazenamento (35%). A mudança também acontece em relação à importância da câmera e tamanho da tela, onde a primeira cai conforme a idade avança e a segunda aumenta. 

Preferência por um iPhone cai conforme a idade

O estudo também revelou que a preferência por um iPhone pode variar de acordo com a idade. Segundo os dados, 19% dos entrevistados entre 16 e 29 anos preferem um celular da Apple. Esse número cai para 11% na faixa de idade de 30 a 49 anos e fica ainda menor, com 6%, entre as pessoas com mais de 50 anos.

Metodologia

A pesquisa Mobile Time/Opinion Box entrevistou um total de 2.177 pessoas, entre os dias 9 e 16 de junho de 2021. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais e o estudo possui um grau de confiança de 95%, de acordo com seus organizadores.

Fonte: Canaltech

Metade da população mundial possui um smartphone, revela relatório

Os últimos dez anos foram palco de grandes mudanças relacionadas ao acesso à informação. Um dos marcos, por exemplo, foi a migração dos celulares tradicionais para os smartphones, oferecendo ao usuário acesso à internet praticamente em qualquer lugar graças ao avanço gradual da cobertura de redes móveis pelo mundo.

Agora, um novo relatório da empresa de consultoria Strategy Analytics revela um número impressionante: metade da população mundial possui um smartphone pessoal. Uma mudança dramática se comparada a era dos primeiros celulares inteligentes (de 1995 a 2005) equipados com Windows Mobile e Palm OS, em que a adoção, segundo o gráfico abaixo, nem sequer alcançou 5%.

A partir de 2008, após a chegada do iPhone e dos primeiros aparelhos com Android, foi observada uma adoção mais acentuada, principalmente entre 2010 e 2011.

“Estimamos que a base global de usuários de smartphones aumentou de apenas 30 mil pessoas em 1994 para 1 bilhão em 2012 e um recorde de 3,95 bilhões em junho de 2021. Com 7,9 bilhões de pessoas no planeta, isso significa que 50% do mundo possui um smartphone”, declarou Yiwen Wu, analista sênior da Strategy Analytics.

O CEO da Strategy Analytics, Neil Mawston, diz que o smartphone é o computador de “maior sucesso” de todos os tempos: “Os consumidores e trabalhadores adoram a conveniência, utilidade e segurança de ter um computador conectado no bolso”. Segundo o executivo, até 2030 cerca de 5 bilhões de pessoas usarão smartphones em todo o mundo.

A Strategy Analytics também afirma que o percentual da população com acesso à internet ultrapassou a marca de 50% em 2019, sem dúvida, um crescimento ligado diretamente à disseminação dos smartphones.

Fonte: Strategy Analytics e Olhar digital

Quais são os smartphones com maior bateria no Brasil?

Se vários anos atrás um aparelho podia ficar tranquilamente mais de dois dias fora da tomada, boa parte dos modelos modernos mal aguentam um dia inteiro. Assim, bateria é um dos fatores mais importantes na hora de comprar um celular. No entanto, nos últimos anos começaram a aparecer alguns smartphones com bateria bem grande, que não deve te deixar na mão quando estiver fora de casa.

A medida de tamanho da bateria é em miliamperes/hora (mAh) – basicamente o quanto de eletricidade cabe num celular. O padrão até pouco tempo atrás era na volta de 4.000 mAh (como o Galaxy A10s, de 2019), que é o que causa a impressão de, dependendo do uso, durar menos de um dia. Confira alguns modelos mais potentes disponíveis no Brasil.

Samsung Galaxy M51 – 7.000 mAh
M51
M51

Imagem: Divulgação Samsung

O campeão de carga disponível no Brasil é da Samsung. Trata-se do Galaxy M51, com imensos 7.000 mAh e que promete aguentar tranquilamente mais de dois dias de uso intenso sem precisar recarregar. Não atoa, esse quesito acaba sendo o destaque da linha M. O carregamento rápido é de 25W, o que não é nenhum pouco baixo, mas considerando a carga do aparelho pode ser demorado para atingir 100%. O Galaxy M51 foi lançado em novembro de 2020 e hoje pode ser encontrado custando R$ 1.799.

Samsung Galaxy M31 – 6.000 mAh
Samsung Galaxy M31
Samsung Galaxy M31

Imagem: Divulgação Samsung

Lembra que eu disse que a linha M gostava de bateria? Então, o segundo lugar também fica com ela, dessa vez com o irmão mais novo do M51, o Galaxy M31. Esse modelo saiu um pouco antes, em julho de 2020, e chega com 6.000 mAh, aguentando mais de dois dias fora da tomada tranquilamente. O carregamento também é mais fraco do que do smartphone seguinte, com 15W. O Galaxy M31 pode ser comprado por cerca de R$ 1.529.

Motorola Moto G60 – 6.000 mAh
Motorola Moto G60
Motorola Moto G60

Imagem: Motorola

A Motorola é outra que lança uma cacetada de modelos aqui no Brasil e um deles é o Moto G60, smartphone que chega também com 6.000 mAh de bateria e podendo aguentar até 54 horas longe da tomada segundo a empresa. O carregamento é de 20W e esse é o modelo mais recente da lista, lançado agora a pouco, em abril, e pode ser comprado por cerca de R$ 2 mil.

Moto G9 Power – 6.000 mAh
Moto G9 Power
Moto G9 Power

Imagem: Motorola

Outro da Motorola é o Moto G9 Power e o “poder” dele é justamente a bateria. Assim como o Galaxy M31, esse pequeno monstro chega com 6.000 mAh e, segundo a fabricante, aguenta até 60 horas sem carregar. O modelo foi lançado em dezembro de 2020 e pode ser encontrado hoje por volta de R$ 1.394,07 e chega com um carregamento rápido de 20W.

ROG Phone 3 – 6.000 mAh
ROG Phone 3
ROG Phone 3

Imagem: divulgação asus

Games demandam bateria e pensando nisso o smartphone gamer ROG Phone 3, da Asus, chega com 6.000 mAh. Lembrando que, como esse modelo é voltado para jogos, possui configurações bem extremas que também exigem mais bateria, então apesar da capacidade, o tempo longe da tomada do ROG Phone 3 pode variar bastante. No geral, o celular que foi lançado por aqui em outubro de 2020 deve aguentar dois dias sem muitos problemas. O destaque também fica para o carregamento rápido de 30W. Lembra que eu falei das configurações extremas? Então, por conta disso, o preço do aparelho também é bem extremo, na faixa dos R$ 5.300.

Redmi Note 9S – 5.020 mAh
Redmi Note 9S
Redmi Note 9S

Imagem: Xiaomi

Abrindo para outras empresas, a Xiaomi também tem o representante dela nessa lista, trata-se do intermediário Redmi Note 9S (e sua versão Pro). O smartphone da chinesa chega com 5.020 mAh de bateria e foi lançado em junho de 2020. A fabricante promete mais de 24 horas de autonomia. O modelo possui suporte para carregamento rápido de 18W. O Redmi Note 9S pode ser comprado no Brasil por R$ 1.469.

Esses são os smartphones com as maiores baterias disponíveis no Brasil. Na faixa dos 5.000 mAh existem vários, como o Samsung Galaxy S20 Ultra e o Motorola Edge, que também aguentam um bom tempo longe da tomada.

Fonte: Yahoo!

Quase 1 milhão de PCs são vendidos por dia ao redor do mundo, revela pesquisa

A falta de componentes que afeta desde o segmento de games até montadoras de automóveis ainda não parece ter data para acabar, mas isso não tem desestimulado o mercado de computadores. Segundo uma pesquisa realizada pela International Data Corporation (IDC), um total de 357 milhões de dispositivos da categoria devem ser vendidos em 2021 — quase 1 milhão por dia.

Segundo o levantamento Worldwide Quaterly Computing Device Tracker, este ano as vendas de PCs devem aumentar em 18,1%, mesmo em um momento no qual componentes como sensores e codecs de áudio estão em falta. Conforme explica Ryan Reith, vice-presidente de programas da IDC, atualmente o mercado em geral passa pela falta de componentes de menor custo, mas todos os segmentos passam por falta de inventários.

Imagem: Divulgação/IDC

A previsão é a de que o setor voltado a consumidores comuns seja o que mais tenha crescimento, seguido pelo educativo e comercial. O principal motivador do crescimento continua sendo a pandemia: trabalhando em casa, muitas pessoas são obrigadas a fazer upgrades ou adquirir novas máquinas para conseguir cumprir tarefas cotidianas.

O setor educativo está investindo mais em dispositivos de baixo custo, como Chromebooks, de forma a responder as novas necessidades do ensino à distância. Embora apresente um crescimento mais lento, o segmento comercial também investe em mais equipamentos conforme modelos de trabalho híbrido se tornam mais comuns.

Falta de componentes só deve acabar em 2022

A pesquisa espera que a falta de componentes comece a diminuir no terceiro trimestre de 2021, mas que um equilíbrio entre oferta e demanda só deve acontecer na primeira metade do próximo ano. Parte do problema pode ser explicado pelo fato de que a maioria dos componentes em falta usam tecnologias de 40 nanômetros (ou mais velhas), enquanto fabricantes preferem investir em soluções mais modernas e que fazem mais sentido para seus negócios.

Embora a IDC preveja que em 2022 o mercado de PCs vai sofrer uma retração de -2,9% em relação aos resultados deste ano, ela antecipa um crescimento total de 3% levando em consideração os 5 últimos anos. Para o longo prazo, a expectativa é que o segmento de computadores e peças voltados para games deve continuar impulsionando o crescimento do setor.

Fontes: IDC e Canaltech

Netflix tem planos de entrar na indústria de games, diz site

Após levar seu sucesso Stranger Things para o mundo dos jogos, e trazer o popular The Witcher para o universo das séries, a Netflix que entrar de vez nos videogames. Segundo o site The Information, o streaming está se aproximando de veteranos da indústria dos jogos para investir no setor.

As informações publicadas pelo site são de pessoas próximas da empresa. As fontes disseram também que o objetivo é criar um serviço por assinatura de jogos semelhante ao Apple Arcade e o Google Stadia. O modelo funciona através de uma afiliação mensal em que o usuário pode acessar um game via streaming.

Não foi especificado se os planos da Netflix envolvem desenvolver jogos próprios, agregar títulos de terceiros ou até mesmo unir os dois, assim como acontece com seus filmes e séries do catálogo.

Tudum nos games

Em 2017 foi lançado o primeiro jogo de Stranger Things, para Android e iOS. Já na E3 de 2019, a produtora teve um painel para apresentar algumas novidades suas nos videogames. Na época, anunciaram Stranger Things 3 e The Dark Crystal: Age of Resistance Tactics, ambos também para PC, PS4 e Xbox.

Durante uma chamada de resultados em 2020, o CEO da Netflix, Reed Hastings, falou sobre seu interesse nos videogames, afirmando que a área “tem uma série de aspectos em termos de multiplayer que estão mudando, e-sports que estão mudando, jogos para PC”.

Até o momento, o mais próximo de um videogame na plataforma são as experiências interativas Black Mirror: Bandersnatch e Você Radical, com Bear Grylls.

A empresa também está com licenças para produzir séries e filmes de grandes jogos, como o sucesso de The Witcher, com Henry Cavill, Resident Evil: Infinite DarknessAssassin’s CreedSonic Prime e Dota 2.

Fontes: The InformationIGN, e Canaltech

Google adquire estrutura no Uruguai para criação de novo centro de dados

O Google anunciou a aquisição de um prédio na cidade de Canelones, Uruguai, para inaugurar um novo centro de dados na América Latina. A compra foi feita por meio de uma subsidiária da empresa de Mountain View, chamada Eleanor Applications SRL.

De acordo com declaração dada pelo governador de Canelones, Yamandú Orsi, o projeto já vinha sendo discutido entre o Google e autoridades do Uruguai, e o novo centro de dados ficará instalado no Parque de las Ciencias: “Desde 2019 que as partes interessadas conversaram conosco. Nós nos movemos para que alguns órgãos públicos pudessem apoiar o empreendimento. Mantivemos o caso reservado até agora”.

O Parque de las Ciencias, no Uruguai, será a casa de um novo centro de dados do Google para a América Latina. Imagem: Sitio Oficial de la Republica Oriental del Uruguay/Reprodução

Segundo seu site oficial, o Google já tem um centro de dados localizado em Quilicura, no Chile, tornando este o segundo projeto da empresa no gênero. “É um marco importante neste processo e reforça o compromisso do Google com o Uruguai e a América Latina e o desenvolvimento do ecossistema tecnológico local”, disse a empresa. “Estamos muito entusiasmados em poder aumentar nossa presença no Uruguai. Embora as perspectivas para o projeto sejam animadoras, ainda há várias etapas a serem superadas antes que possamos confirmar a construção do centro de infraestrutura”.

A notícia vem em meio a recentes divulgações do Google, que confirmou uma parceria com a SpaceX, de Elon Musk, para a oferta de conexão à internet via satélite, ao mesmo tempo em que informou, em março, que o Google Cloud – seu guarda-chuva de produtos ambientados em nuvem – já opera no Brasil com 90% de energia limpa no Brasil.

A notícia serve como uma rebatida a um recente levantamento do Gartner, que afirma que a América Latina deve ser a última parte do mundo a se recuperar dos impactos da pandemia da Covid-19, no que tange a investimentos em tecnologia. No fim de abril, o instituto de pesquisa disse que o bloco voltará ao patamar anterior à crise sanitária apenas em 2024.

Da região, o Brasil é o maior mercado de TI e comunicações e tem a confiança de empresários em alta: de acordo com o IDC, 50% das empresas estão com planos de ampliar os gastos em 2021, ainda segundo a consultoria.

Fonte: Olhar digital

Vendas de notebooks e desktops disparam e sobrecarregam fabricantes

A pandemia da COVID-19 fez com que a demanda por laptops e desktops crescesse a um nível nunca visto desde o lançamento do iPhone em 2007. Com isso, as fabricantes ainda estão a meses de atender aos pedidos pendentes, de acordo com a análise de especialistas e executivos da indústria de hardware.

Segundo analistas do mercado, em declaração à agência Reuters, o home office e a mudança das aulas para o ambiente online mudaram o mercado de PCs durante a pandemia. A venda de smartphones foi afetada e aumentou o interesse por dispositivos maiores, algo que não estava no radar da Apple, bem como das fabricantes de dispositivos Android.

Além disso, as remessas globais anuais de PCs, – que incluem laptops e desktops – chegaram a cerca de 300 milhões em 2008 e, recentemente, caíram para 250 milhões. Mas neste ano, ao contrário de todas as previsões, temos um ressurgimento do setor. Alguns analistas esperam que 2020 feche em cerca de 300 milhões de remessas de PCs, um aumento de cerca de 15% em relação ao ano anterior. E Os tablets estão crescendo ainda mais rápido.

“Toda a cadeia de suprimentos está sobrecarregada como nunca”, disse Gregg Prendergast, presidente de operações da região Pan-Americana da fabricante de hardware Acer.

Os pedidos online da Dell aumentaram 62% no terceiro trimestre em comparação com o ano passado. Durante a Black Friday, as equipes de venda, que normalmente tocariam os sinos na sede da empresa no Texas para comemorar os bons números, se reuniram – como muitas outras pessoas em 2020 – por meio do Zoom, nos PCs suas casas, para celebrar o desempenho acima da média.

Aumento per capita de PCs

Segundo a consultoria de pesquisas Canalys, até o final de 2021, a base instalada de PCs e tablets chegará a 1,77 bilhão de unidades, ante 1,64 bilhão em 2019. O coronavírus pressionou as famílias a expandir de um PC para a casa a um para cada aluno, gamer ou profissional que é obrigado a trabalhar sob o regime de home office.

Para atender à demanda repentina, os maiores fornecedores de PCs do mercado tiveram de recorrer a novos fornecedores, além de acelerar o envio das unidades e lançar mais modelos de notes e desktops já em 2021. No entanto, o movimento não bastou para suprir a demanda.

No caso dos notebooks vendidos para o setor de educação, Prendergast disse que a Acer tem absorvido o custo do transporte, abandonando barcos e trens para cortar um mês de frete. Mesmo assim, com as linhas de montagem a pleno vapor, alguns clientes precisam esperar até quatro meses para receber as remessas.

Isso porque componentes como telas e processadores são difíceis de obter de última hora, mesmo com muitos fornecedores já há muito tempo trabalhando normalmente, sem o risco do coronavírus, disseram analistas. Eles acrescentaram que as previsões de vendas para 2021 seriam ainda mais altas se não fossem os problemas de abastecimento.

Demanda pode aumentar ainda mais

A demanda por PCs aumentou a tal ponto durante 2020 que muitas fabricantes estão “montando o carro com ele em movimento”. Um caso bastante emblemático desta situação foi narrada por Ishan Dutt, analista da Canalys, a Reuters. Segundo ele, em abril deste ano, houve um cliente pedindo a um fornecedor que enviasse qualquer dispositivo com teclado, que já seria suficiente, desde que as remessas chegassem em uma semana. “Essa necessidade urgente diminuiu, mas as pessoas agora querem fazer uma atualização, mantendo a pressão sobre a indústria”, disse o especialista.

Além disso, segundo Ryan Reith, vice-presidente da empresa de analistas IDC, o dinheiro adicional que virá do pacote de estímulos de governos no começo de 2021, para escolas e empresas em vários países, pode aumentar a demanda até 2022.

Outro ponto é que alguns computadores que chegarão ao mercado nos próximos meses atendem a novas necessidades. Segundo analistas, eles apresentam câmeras e alto-falantes melhores para videoconferências. E outros modelos terão slot para chips de smartphones, permitindo que usuários acessem redes móveis 4G ou 5G, além do Wi-Fi, claro.

Sam Burd, presidente da fabricante de PCs Dell Technologies Inc, disse que, ainda neste mês, teremos dispositivos móveis com software de inteligência artificial para simplificar tarefas como conectar e desligar câmeras.

Fonte: Canaltech

Windows 10 chega a 61% do mercado e Windows 7 tem supreendente alta

Dados do último mês de agosto continuam a mostrar o domínio do Windows 10 no mercado de computadores, com um market share de 61,26% em contínuo crescimento, mas também mostram que o antecessor do sistema operacional continua popular. Por mais que a Microsoft não queira, já tenha encerrado o suporte ao produto e realize constantes promoções de upgrade, o Windows 7 segue com uma parcela de mais de 1/5 do setor.

Para piorar, os dados apresentaram aumento (pequeno, é verdade) no último mês, saltando de 22,31% em julho para 22,77%. Isso, vale a pena lembrar, em um sistema operacional que teve o fim de seu suporte decretado em janeiro deste ano e não recebe mais, nem mesmo, atualizações de segurança, algo que acaba, também, levantando um ponto de preocupação para a Microsoft e para os próprios usuários.

Enquanto a Microsoft exibe pop-ups na plataforma e realiza ofertas periódicas que envolvem até mesmo o upgrade gratuito para o Windows 10, a parcela dominada pelo 7 parece não estar muito disposta a se mover. A ideia dos especialistas responsáveis pelo levantamento é que boa parte desse total pertence a usuários finais com máquinas mais antigas, temerosos que a plataforma mais recente não rode tão bem; ou empresas com infraestrutura desatualizada, representando, por mais de um motivo, o problema de segurança proposto pela falta de atualizações — não somente na plataforma, como em todo o restante do parque tecnológico.

Essa, por muito tempo, foi a história também do Windows XP, mas com o passar dos anos, a Microsoft conseguiu reverter a situação, apesar de a plataforma ainda aparecer na lista. O sistema operacional com mais de uma década de existência ainda acumula 0,78% do mercado, enquanto outras edições antigas como o Windows 8.1 (2,99%) e Windows 8 (0,43%) também aparecem entre as 10 plataformas mais usadas do cenário atual.

O macOS X 10.15 completa a lista dos três sistemas operacionais mais usados do mundo, com um market share de 5,11%. Aqui, vale a pena citar, estamos falando da situação contrária à da Microsoft, com a maior parte dos dispositivos da Apple que aparecem no estudo da NetMarketShare rodando a mais recente versão do sistema operacional, lançada no final de setembro.

Mais abaixo no ranking está o macOS X 10.14, com 1,91%, e a edição anterior, 10.13, com 1,29%. O Linux aparece na sétima colocação, com diferentes distribuições somadas para atingir um total de 1,14% do market share de computadores. Confira a lista completa dos sistemas operacionais mais usados em setembro de 2020:

  1. Windows 10 (61,26%);
  2. Windows 7 (22,77%);
  3. macOS X 10,15 (5,115)’
  4. Windows 8.1 (2,99%);
  5. macOS X 10.14 (1,91%);
  6. macOS X 10.13 (1,29%);
  7. Linux (1,14%);
  8. Windows XP (0,78%);
  9. macOS X 10.12 (0,49%);
  10. Windows 8 (0,43%).

Os dados da NetMarketShare são obtidos a partir da análise de dispositivos usados para acesso em dezenas de milhares de sites, com telemetria anônima sendo coletada para obtenção de informações como sistema operacional, tipo de aparelho e navegadores mais utilizados.

Fontes: NetMarketShare  e Canaltech

Mercado de PCs no Brasil cai 12,6% no segundo trimestre de 2020, diz IDC

Foto por Christina Morillo em Pexels.com

Pesquisa realizada pela consultoria IDC indica que uma eventual reação do mercado de PCs no Brasil não se confirmou, mesmo com a quarentena forçada pela crise do coronavírus, quando o home office e as aulas online se consolidaram Isso porque o estudo registrou uma queda de 12,6% nas vendas de computadores no segundo trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado.

A pesquisa, que leva o nome de Brazil PCs Tracker 2Q2020, computou vendas de 1,265 milhão de máquinas entre abril, maio e junho de 2020, 183 mil a menos do que no 2º trimestre de 2019 e 205 mil menos do que no 1º trimestre deste ano. O maior impacto foi causado pelo mercado corporativo, para quem foram endereçadas 359.538 máquinas, sendo 137.892 desktops e 221.646 notebooks.

“Mais do que uma terrível crise sanitária, as empresas estão enfrentando uma crise de fluxo de caixa e precisam congelar investimentos”, explica Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil. Segundo ele, o aumento de preços devido ao valor do dólar e mudanças nas cobranças do IPI e ICMS também influenciaram as compras empresariais no período. O destaque positivo do mercado corporativo foi o setor educacional, que continuou indo às compras no segundo trimestre e cresceu 11,2%.

No entanto, a pesquisa do IDC aponta que desempenho do varejo foi melhor. Lojas físicas, e-commerce e supermercados, que por se manterem abertos durante toda a quarentena, surpreenderam como pontos de venda de computadores. Nesses pontos foram comercializados 906.423 máquinas, sendo 111.072 desktops e 795.351 notebooks. “O que chamou atenção foi o crescimento de 90% (ano a ano) de máquinas de alto desempenho”, afirmou Okayama. “[É algo significativo], apesar de ainda representarem nichos de mercado, como gamers, editores de arte, fotógrafos, arquitetos etc, que precisam de máquinas de alta performance, com maior poder de processamento. [Nessa modalidade foram comprados] 92 mil notebooks e 20,4 mil desktops”, explicou o analista.

Preços seguem caminho inverso

Mas, se as vendas dos PCs caíram, os preços subiram. Entre abril, maio e junho do ano passado, um desktop custava, em média, R$2.150, e um notebook R$2.670. Um ano depois, o preço médio do desktop ficou em R$3.607,08 e do notebook em R$4.342,45, altas de 67,8% e 62.6%, respectivamente.

Já em relação aos três primeiros anos de 2020, a alta foi de 46,7% para desktops e de 38,2% para notebooks. “O segundo trimestre foi marcado pelo repasse de preços para o consumidor”, afirma Rodrigo. Quanto à receita total, a do mercado de computadores no 2º trimestre de 2020 foi de R$5,314 bilhões, ante R$4,545 do 2º tri de 2019 e ante R$5,252 do 1º tri de 2020.

Crescimento cauteloso

Para os próximos meses, a previsão da IDC Brasil para o mercado de computadores nacional é de crescimento, ainda que cauteloso, com 1,2% no 3º tri e de 3,5% no 4º tri de 2020. “Aos poucos as empresas estão voltando a fazer negócios, principalmente as pequenas e médias, que sofreram muito com a pandemia, mas têm condições de reagir mais rapidamente”, explica o analista. “Ao mesmo tempo, observamos índices ascendentes de confiança, mas nada que represente uma grande virada. De certo mesmo, é que os notebooks vão fazer os números do ano, tanto no varejo como no mercado corporativo”.

Por fim, para 2020 de forma geral, a estimativa da IDC Brasil é que o mercado de PCs apresente crescimento de 4,4% no varejo, mas com queda de 9,9% no setor corporativo.

Fonte: Canaltech

Investidores dos EUA podem comprar TikTok de empresa chinesa

tiktok

O TikTok pode mudar de dono para driblar a atual crise de desconfiança em relação à plataforma. A estratégia foi detalhada em uma reportagem do jornal The Information.

Segundo fontes consultadas pela página, um pequeno grupo de investidores de origem norte-americana pode fazer uma oferta pelo aplicativo, um dos grandes fenômenos da atualidade em termos de redes sociais. Os empresários, ligados a fundos como General Atlantic e Sequoia Capital, estão atualmente em discussões com agências reguladoras para avaliar a possibilidade.

A ideia é retirar o comando do TikTok da desenvolvedora ByteDance, que é uma empresa originada e situada na China. Como resultado, dados de usuários não seriam mais enviados para servidores no país e a marca seria responsável apenas pela versão chinesa da rede, o Douyin. Ao tornar a companhia somente um membro do conselho sem direito a voto e acionista minoritário, o aplicativo seria aliviado das acusações de espionagem e vulnerabilidades — que geraram até críticas do grupo Anonymous, que pediu aos usuários que deletem o serviço.

Será mesmo?

A própria ByteDance avalia ofertas feitas ao TikTok desde o ano passado, quando as acusações de espionagem e preocupações com privacidade não eram tão intensas. O app ultrapassou a marca de 2 bilhões de downloads durante a pandemia do novo coronavírus e tende a crescer ainda mais em determinados mercados.

O governo dos EUA já declarou que estuda um eventual banimento do TikTok e até mesmo do WeChat, além de outros aplicativos vindos da China. A Índia, em crise de fronteira com o país asiático, já proibiu o uso de dezenas de serviços móveis que incluem a plataforma de vídeos de curta duração.

Fontes: The Information, Tecmundo