Bloqueios de golpes virtuais financeiros crescem 100% de janeiro para fevereiro

Em 2022 continuamos com a alta de ataques virtuais vista nos últimos anos. Segundo um levantamento da firma de segurança PSafe, houve um aumento de 100% nas tentativas de golpes financeiros em fevereiro desse ano, em comparação como mês anterior, beirando o 1 milhão de notificações e bloqueios de ameaças relacionadas durante o período.

Para fins comparativos, em janeiro foram registrados 510 mil tentativas. O milhão de golpes em fevereiro, por consequência, significa uma média de 25 tentativas de golpes financeiros por segundo no Brasil, segundo a PSafe.

“O número impressiona também porque, se compararmos com fevereiro de 2021, houve o mesmo crescimento, de 100%, quando foram registrados cerca de 529 mil bloqueios”, detalha Emilio Simoni, executivo-chefe de segurança da PSafe.

Simoni explica que um dos possíveis motivos para esse crescimento no número de ameaças financeiras são o aumento de detecções de golpes como phishing com PIX temáticos, como carnaval, e também por causa do Sistema Valores a Receber, do Banco Central.

“Até a primeira quinzena de março, já havíamos identificado mais de 20 sites utilizando o nome do Valores a Receber para aplicarem golpes, sendo que um deles já teria feito mais de 664 mil vítimas, segundo nossa projeção com base na estimativa de usuários de Android no Brasil”, afirma Simoni.

Como se proteger de golpes virtuais financeiros

Golpes virtuais financeiros também podem ser enviados via SMS. (Imagem: Reprodução/PSafe)

As ameaças bancárias, como phishing, são velhas conhecidas do cenário de segurança mundial. Mesmo suas abordagens mudando constantemente, dicas gerais de prevenção servem para aumentar a segurança dos usuários independente de como o golpe possa ocorrer. Confira a seguir algumas recomendações:

  • Desconfie de qualquer mensagem que ofereça alguma vantagem ou premiação, incluindo retorno de PIX;
  • Fique atento a qualquer movimentação bancária diferente;
  • Troque suas senhas com frequência;
  • Ao realizar compras, sempre que possível opte por cartões de crédito virtuais, pois são mais fáceis de serem cancelados;
  • Se o banco permitir, faça o ajuste do limite do cartão de crédito para um valor menor;
  • Antes de clicar em qualquer link, busque os canais oficiais das empresas;

Fonte: Canaltech

Ligações de telemarketing terão prefixo 0303 a partir de amanhã (10)

Foto por MART PRODUCTION em Pexels.com

A partir desta quinta-feira (10), as empresas de telemarketing serão obrigadas a ligar para os clientes utilizando o prefixo 0303. A mudança tem o objetivo de ajudar os usuários a identificarem facilmente o tipo de ligação e, assim, decidirem se vão ignorar ou aceitar a chamada. A decisão já havia sido anunciada no final do ano passado pela Anatel.

Vale ressaltar que, se for solicitado pelo consumidor, as operadoras deverão realizar o bloqueio preventivo das ligações com o novo prefixo.

Por outro lado, a Associação Brasileira de Telemarketing (ABT) mostrou preocupação com a mudança, justificando que o bloqueio em massa dos números de telemarketing pode levar ao aumento dos planos de operadoras.

“Entre três e quatro meses após a implementação da medida, o desemprego do setor irá aumentar, com a drástica redução da demanda por ligações de telemarketing. Já os preços dos serviços começariam a aumentar em seis meses”, disse Cláudio Tartarini, diretor jurídico da ABT, em entrevista ao TeleSíntese.

Como bloquear as ligações

Uma forma de pedir o bloqueio deste tipo de chamada é por meio do site naomeperturbe.com.br. Caso as ligações continuem, o usuário pode reclamar diretamente no site e denunciar a empresa que não respeitou o sistema. Atualmente, a Claro, Oi, TIM, Vivo, Algar, Sky e Sercomtel utilizam o Não Me Perturbe.

Fontes: Tele.síntese Agência Brasil

WhatsApp é campeão de fraudes na internet, mostra pesquisa. Saiba como se proteger

Embora os brasileiros estejam mais atentos e informados sobre a prática de golpes virtuais, uma pesquisa da plataforma Reclame Aqui revelou que fraudes envolvendo o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp continuam sendo apontadas como as que fazem o maior número de vítimas.

De acordo com os dados, a maioria das pessoas que caíram em golpes diz que foi enganada por meio de mensagens recebidas pelo WhatsApp e teve a conta do aplicativo clonada (22,1%). Além disso, outras vítimas acabaram clicando em links fraudulentos que receberam por mensagem de texto de SMS (20,7%) e por boletos falsos com o código de barras adulterado (20,8%).

Outro dado preocupante revela que 76,4% dos consumidores que foram vítimas de golpes não conseguirem reaver o prejuízo, e somente 24,7% registraram boletins de ocorrência.

Entre as consequências dos golpes, 30,1% passaram dados pessoais e bancários, 20,4% tiveram os CPFs e os nomes usados em compras de terceiros não autorizadas, e 49,5% fizeram transferências financeiras para os golpistas.

— As pessoas se comunicam muito usando o WhatsApp, onde recebem muitas mensagens de confirmação de serviços que foram contratados. E isso acaba passando uma aparência de credibilidade. É uma forma de o criminoso te contatar porque, fora isso, não teria como chegar na pessoa de uma maneira mais fácil. No e-mail, por exemplo, ainda tem alguns filtros para que (a mensagem) caia no spam — afirma a advogada Cláudia Bernard, especializada em crimes cibernéticos.

A pesquisa revela ainda que cuidados simples podem fazer a diferença e evitar fraudes. Das pessoas que conseguiram evitar os golpes, 51,4% disseram que não abrem links desconhecidos, enquanto 48,5% leem bastante para identificar os traços do crime.

Como se proteger

Clonagem de WhatsApp

A clonagem do WhatsApp é um golpe que continua em alta. Os golpistas mandam mensagens dizendo que são de empresas com as quais as vítimas têm cadastros ativos. A partir disso, é solicitado o código de segurança, enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, uma manutenção ou uma confirmação de cadastro. Com o código, é replicada a conta de WhatsApp em outro celular. Com isso, os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela e pedindo dinheiro emprestado e transferência via Pix.

Engenharia Social no WhatsApp

No golpe de engenharia social com WhatsApp, o criminoso escolhe uma vítima, pega sua foto em redes sociais, e, de alguma forma, consegue descobrir números de celulares de contatos da pessoa. Com um novo número de celular, envia mensagens para contatos, informando que teve de trocar de número devido a algum problema. Assim, aproveita e pede uma transferência via Pix, dizendo estar em alguma emergência.

Phishing

Os ataques de phishing são muito comuns e usam mensagens que aparentam ser reais para que o indivíduo forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões. Por isso, muito cuidado com qualquer mensagem que receber por e-mail ou por redes sociais, principalmente, as que têm links suspeitos ou que pedem dados pessoais.

Falsos funcionários

No golpe do falso funcionário de instituição financeira, a vítima recebe contato passando por funcionário do banco ou empresa financeira oferecendo ajuda para cadastro da chave Pix ou afirmando a necessidade de realizar algum teste, induzindo à realização de transferência bancária que será feita, na realidade, para a conta do golpista.

Golpe do bug

Esse golpe aproveita da má-fé da vítima, pois espalha em redes sociais (vídeos ou mensagens de WhatsApp, por exemplo), informações de que o Pix está com alguma falha em seu funcionamento (chamado de bug), e é possível ganhar dinheiro ao transferir valores para chaves aleatórias. Contudo, ao tentar tirar proveito dessa ação, a vítima enviará dinheiro para golpistas.

O que fazer?

As pessoas devem sempre suspeitar de mensagens pedindo dinheiro, principalmente, quando são urgentes. Dessa forma, antes de qualquer ação, busque ter certeza de saber com quem está falando.

Verificação em duas etapas

Uma medida simples para evitar golpe é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas”, basta acessar e seguir o seguinte caminho: Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo app. Porém, os golpistas já estão conseguindo vencer essa barreira também. Por isso, deixe a família e os conhecidos avisados de que nunca vai solicitar dinheiro por esse meio.

Desconfie de promoções

Fique atento a sorteios e promoções que pedem o número de telefone do usuário. Além disso, recebendo mensagem de alguém que afirma ter mudado o número, certifique-se dessa informação.

Instituições financeiras

As instituições financeiras não solicitam dados pessoais ativamente e bancos não fazem teste de Pix. Os sistemas bancários não enfrentam bugs que dê dinheiro às pessoas.

Fontes: Extra Globo

Acadêmicos brasileiros criam plataforma automatizada de detecção de notícias falsas

O software pode identificar se uma informação provavelmente é falsa com 96% de precisão.

Foto por Joshua Miranda em Pexels.com

Um grupo de pesquisadores brasileiros criou uma plataforma web capaz de identificar informações falsas online de forma automatizada.

Desenvolvido por acadêmicos do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), o sistema usa uma combinação de modelos estatísticos e técnicas de aprendizado de máquina para estabelecer se um conteúdo específico em português brasileiro é provavelmente falso. Testes iniciais sugerem que a plataforma é capaz de detectar notícias falsas com 96% de precisão.

O CeMEAI é um centro de pesquisa sediado no departamento de matemática e ciência da computação da Universidade de São Paulo, na cidade paulista de São Carlos. O centro é apoiado por bolsas da Agência de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Em entrevista à agência de notícias FAPESP, o coordenador do projeto e diretor de transferência de tecnologia Francisco Louzada Neto disse que o objetivo do projeto é “oferecer à sociedade uma ferramenta adicional para identificar, não apenas subjetivamente, se uma notícia é falsa ou não”.

O sistema usa métodos estatísticos para analisar as características da escrita, como palavras usadas ou classes gramaticais usadas com mais frequência. Estes são então alimentados em um classificador baseado em aprendizado de máquina, que é capaz de distinguir padrões de linguagem, vocabulário e semântica de notícias falsas e reais, e inferir automaticamente se o conteúdo enviado à plataforma é falso.

Os modelos foram treinados com um enorme banco de dados de notícias reais e falsas e foram expostos ao vocabulário usado em mais de 100.000 artigos publicados nos últimos cinco anos. Os pesquisadores terão como objetivo usar as notícias falsas relacionadas às próximas eleições presidenciais, bem como conteúdos relacionados à pandemia de Covid-19 para calibrar ainda mais os modelos.

Os pesquisadores também comentaram sobre os riscos potenciais do sistema na entrevista, incluindo o potencial de que o sistema possa ser usado por criadores de notícias falsas para avaliar o potencial de conteúdo falso passar por real antes de ser publicado. “Esse é um risco com o qual teremos que lidar”, observou Lozada.

No início deste mês, o Tribunal Superior Eleitoral brasileiro anunciou que assinou acordos com oito das maiores plataformas de mídia social ativas no país para combater a desinformação e a disseminação de notícias falsas que podem prejudicar as eleições presidenciais de outubro.

Twitter, TikTok, Facebook, WhatsApp, Google, Instagram, YouTube e Kwai assinaram acordos individuais com cada plataforma, que descrevem as medidas que cada plataforma adotará para impedir a disseminação de informações falsas e enganosas. No entanto, o LinkedIn ainda está negociando termos com o TSE, órgão máximo da justiça eleitoral do país. O Telegram continua inacessível, apesar das tentativas de contato do TSE.

Fonte: ZDNet

Presidente da SaferNet tem notebook invadido pelo spyware Pegasus

Foto por Tima Miroshnichenko em Pexels.com

O presidente da ONG SaferNet Brasil Thiago Tavares disse nessa segunda-feira (6) que teve o computador invadido pelo malware Pegasus, utilizado para espionar ativistas, jornalistas, advogados e políticos em diferentes regiões do mundo. A informação está em uma carta divulgada por ele, segundo a Folha de S.Paulo.

Nela, Tavares conta que começou a sofrer ameaças de morte após ter participado de um evento organizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro, relacionado a campanhas de ódio e desinformação. A entidade liderada por ele atua na promoção e defesa dos direitos humanos na internet do Brasil.

Conforme a SaferNet, evidências de que o dispositivo foi comprometido pelo spyware israelense surgiram na última quinta-feira (2). Um dia depois, a ONG compartilhou o laudo técnico do notebook com a Apple, fabricante do aparelho, e pediu ajuda a ela pelo Twitter, para remover o programa criado pelo NSO Group.

Famoso por invadir aparelhos Android e até mesmo os iPhones com versões mais recentes do iOS, o Pegasus aproveita brechas nos dispositivos para se instalar. Trabalhando anonimamente, ele tem acesso às mensagens, localização, galeria de imagens e outros dados, além de permitir ativar microfones e câmeras remotamente.

Exílio na Alemanha

A invasão do notebook pelo Pegasus, somada às ameaças de morte e o sequestro relâmpago de um funcionário da SaferNet, entre outros acontecimentos recentes, levaram Tavares a fazer um “exílio voluntário” na Alemanha. Em um dos trechos da carta, ele explicou que ficará fora do país até o esclarecimento dos fatos.

O Ministério Público e a Polícia Federal foram notificados do caso, mas ainda não se pronunciaram. A Apple também não comentou sobre o pedido de ajuda, mas já processou a desenvolvedora israelense, tentando responsabilizá-la pelas invasões.

Em novembro, o NSO Group foi colocado em uma lista de empresas proibidas pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, devido aos “riscos de segurança” causados pelo spyware.

Fontes: Tecmundo Folha de S.Paulo UOL

Telefonia móvel soma quase 250 milhões de acessos, diz Anatel

Foto por Z z em Pexels.com

Um levantamento recente divulgado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), mostra que o setor de telefonia móvel já soma 249,3 milhões de acessos até setembro de 2021, o que corresponde a um crescimento de 0,4%.

A maior fatia desse mercado pertence a Vivo. A operadora, que pretende migrar seus clientes de forma automática para o 5G, conta com 33% desse total, ou seja, 82,2 milhões de acessos. Quem ficou com a segunda posição foi a Claro (27,8%), seguida pela TIM (20,7%) e a Oi (16,3%). Juntas, as gigantes do setor de telecomunicações respondem por quase 98% desse segmento (97,9%).

Números do 5G DSS

Além do saldo positivo, a agência também anunciou os números referentes aos clientes que já possuem pacotes 5G DSS, uma espécie de 4G “turbinado”. No mês de setembro, o órgão regulador registrou 103.985 de acessos — em agosto esse número foi de 90.602. 

Em categorias de redes móveis, o 4G segue dominando, respondendo por 77,7% dos acessos. Entre agosto e setembro de 2021, foram 2,2 milhões de novos clientes com acesso à tecnologia. Em contrapartida, o 3G ainda responde por 11,5% do mercado, enquanto o 2G detém uma fatia de 10,7%.

Via: Telesíntese

Golpes no PIX: veja como funcionam as duas principais abordagens dos criminosos

Fonte da imagem: jornalcontabil.com.br

O Pix, plataforma de pagamento instantâneo do Banco Central, completou um ano nessa terça-feira (16). Já adotado no cotidiano de boa parte da população brasileira durante esse período, o sistema não é só felicidades, principalmente com a grande ocorrência de fraudes virtuais envolvendo o serviço, que forçaram o Banco Central chegando a anunciar há poucos meses a limitação do valor das transferências bancárias feitas das 20h às 6h.

Embora muito se fale sobre as fraudes e golpes, pouco se sabe sobre o método de atuação real dos criminosos. Porém, informações obtidas pelo portal BBC News Brasil a partir de conversas com dois ex-criminosos virtuais, podem ajudar a esclarecer o modo de operação dos golpistas nos principais métodos de crimes digitais do Pix.

Golpe via infecção e engenharia social

O primeiro tipo de golpe via Pix é chamado de “capturador de sessões”. Nessa fraude, o golpista envia um PDF ou um e-mail para a vítima com um arquivo que, se aberto, infecta o dispositivo com um vírus que notifica o criminoso quando um aplicativo de banco é aberto, permitindo assim a captura das credenciais de acesso da conta bancária.

Se o banco precisar de autenticação por token, o invasor precisa clonar o número do celular da vítima para ter acesso ao código. Segundo a matéria da BBC News Brasil, isso é feito em parceria com funcionários de operadoras de telefonia, que bloqueiam o chip da vítima e o recadastram em um em posse do criminoso. Essa operação pode custar entre R$ 400 e R$ 500.

Além da captura de sessões, golpes de phishing, tanto simples como complexos, também existem no cenário de fraudes do Pix. Os mais básicos são aqueles em que golpistas criam páginas falsas que podem ser acessadas através de um link de falsa oferta, por exemplo. Hoje, essa abordagem acaba sendo incomum, já que as pessoas acessam diretamente os sites e aplicativos em vez de entrar através de anúncios e semelhantes.

Já o mais complexo envolve modificação do DNS (Domain Name System) da vítima. Ao digitar um endereço para acessar um site, o DNS do computador identifica a qual endereço de IP esse site corresponde e direciona o navegador para o ambiente esperado. Com isso, um criminoso que modifica essa configuração pode fazer com que as vítimas acessem sites falsos, pensando que estão nas páginas verdadeiras.

Ter acesso ao DNS do dispositivo da vítima, porém, é um processo difícil, com os criminosos dependendo muitas vezes de infectar o computador do alvo para ter a chance de modificar essa configuração. E, mesmo quando conseguem realizar isso, as páginas de bancos, com suas medidas de segurança em constante evolução, não são afetadas, tornando o método pouco popular entre os golpistas.

O SMS fraudulento

Por fim, o outro golpe comum é o do SMS emergencial. Nesta fraude, o golpista dispara milhares de mensagens automáticas solicitando uma transferência via Pix, para a resolução de um problema financeiro, apelando para urgência, como pedidos de socorro, para convencer as vítimas de que a operação deve ser feita rapidamente.

Segundo a matéria da BBC News Brasil, poucos caem nesse golpe, mas pela sua simplicidade ele ainda é vantajoso para os criminosos, já que a partir de uma vítima, dinheiro e até mesmo acesso a contas pode acontecer.

Como se proteger?

Com o Pix fazendo parte do dia a dia da população brasileira, é esperado que sabendo dos golpes, as pessoas fiquem preocupadas. Porém, existem formas de se prevenir e evitar se tornar mais uma vítima, que listamos a seguir:

  • Estabeleça um limite diário para transferência via Pix no app ou site oficial do seu banco;
  • Realize transações somente no app ou site oficial do seu banco;
  • Certifique-se que o site do banco ou da loja que você está navegando é o correto;
  • Confira se o site em que está navegando é seguro clicando no cadeado que fica na barra de endereço do navegador;
  • Não clique em links ou baixe arquivos de e-mails suspeitos, e sempre confira se o e-mail possui um domínio confiável;
  • Não realize transações financeiras quando estiver conectado em redes públicas como de shoppings e restaurantes;
  • Ao divulgar sua chave Pix para pessoas e empresas que você não tem relação de confiança, prefira informar a chave aleatória em vez da atrelada ao CPF;
  • Ative a autenticação de duas etapas em todos os lugares onde ela está disponível.

Fontes: BBC News Brasil e Canaltech

Sites que comparam preços são seus melhores amigos na Black Friday 2021

A Black Friday já se tornou uma tradição no comércio brasileiro. O dia é conhecido pelos grandes descontos fornecidos pelas lojas de varejo. E apesar da ideia promissora, várias fraudes marcam a ocasião.

Por esse motivo, o Gizmodo Brasil separou e linkou sites e aplicativos para que você possa comparar o preço do produto desejado em diversas lojas, evitar enganações e escolher a melhor oferta.

JáCotei

A plataforma compara preços entre produtos e identifica o local com o maior desconto. Também é possível programar notificações para determinados preços e consultar o histórico de valores de um produto.

Proteste

O site Proteste é uma entidade de defesa do consumidor que oferece um plug-in. Com ele, é possível testar cupons, comparar preços entre lojas, receber avisos em caso de ofertas e analisar a variação do preço do produto com o tempo.

Buscapé

O site Buscapé tem uma opção reservada para a Black Friday. Nela, é possível filtrar vários produtos das lojas por faixa de desconto, além de encontrar itens com o menor preço nos últimos 40 dias. É possível receber notificações para ofertas proveitosas. A empresa também possui um aplicativo com as mesmas funcionalidades.

Zoom

A plataforma também tem uma seção para a Black Friday, o site do Zoom permite pesquisar produtos por faixa de preço e de desconto. É possível filtrar os produtos com a intenção de encontrar descontos a cada período e pesquisar produtos por lojas.

ConfieAqui

Feito pela plataforma ReclameAqui, a interface combina duas funções: compara os preços entre lojas e oferece para o consumidor a possibilidade de analisar o perfil das empresas que estão fazendo as ofertas, o que ajuda a evitar possíveis fraudes ou a cair em golpes.

Boa sorte!

[Fonte: Techtudo]

Multilaser compra loja online mineira Obabox por R$ 15 milhões

A Multilaser anunciou na segunda-feira (18) que comprou a Obabox Comércio e Tecnologia, lojista mineira de e-commerce com um portfólio de diversos artigos. A transação de R$ 15 milhões prevê que a operação seja adicionada ao atual portfólio da Multilaser, que já é dona de 25 outras marcas.

A Obabox surgiu em 2004 em Belo Horizonte e sua especialidade é  a venda direta de produtos ao consumidor, além de desenvolver produtos tecnológicos próprios, como o ObaSmart 3, um celular voltado a idosos; a ObaVintage Plus, uma vitrola multifuncional; e o ObaPad, um tablet para idosos com WhatsApp instalado.

Outros eletrônicos e objetos para o lar do portfólio da mineira são aspiradores robô, alto falantes, frigideiras, panelas, moedores de café, air fryers, escovas elétricas, fones de ouvido, grills e outros.

Segundo o anúncio da Multilaser, os recursos para a aquisição vieram da oferta primária de ações ocorrida em julho deste ano, quando a companhia de eletrônicos captou R$ 1,9 bilhão no primeiro dia como listada na B3, a Bolsa brasileira. No ano passado, a Obabox faturou mais de R$ 63 milhões.

Fontes: Estadão e Canaltech

“Plano de Guerra”: como Anatel pretende combater venda de celulares ilegais

Operação contra contrabando de celulares no centro de São Paulo/SP

Já virou rotina encontrar os mais variados preços de um mesmo celular na internet. Promoções existem, mas o número crescente de lojas virtuais que oferecem valores muito abaixo do mercado tem despertado ainda mais a atenção da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Um dos motivos que justificam os preços tentadores para o consumidor está no fato de que muitos marketplaces (lojas virtuais com variedade de produtos — tipo um shopping online) comercializam produtos não homologados pela Agência. Ou seja, são ilegais para a venda.

Para combater o problema, a Anatel intensificou neste ano ações envolvendo os marketplaces. Na iniciativa mais recente, começou a recrutar grandes empresas varejistas para fazer parte dessa “guerra” contra o comércio irregular de celulares não homologados. A Agência quer que os produtos sequer possam ser cadastrados para a venda em lojas virtuais, explica o superintendente de fiscalização da Anatel, Wilson Wellish,

Esse processo não envolve apenas lojas de eletrônicos, mas qualquer pessoa jurídica ou física que use os serviços de vitrine do varejo para anunciar seus produtos novos ou usados sem certificação da agência reguladora.

De acordo com Wellish, alguns marketplaces brasileiros já se uniram à agência após o envio de um ofício da Anatel, em maio deste ano, que previa impor responsabilização às plataformas digitais pela publicidade e venda de produtos para telecomunicações sem homologação.

A comercialização de produtos para telecomunicações não homologados podem gerar sanções administrativas, como advertência e multa, segundo a Agência.

No documento, a Anatel sugeriu que as empresas adotassem medidas como:

  • proibição de vendas de determinados produtos;
  • seleção criteriosa para cadastramento dos fornecedores vinculados aos produtos;
  • uso de tecnologia para bloquear o conteúdo potencialmente infringente (como peças publicitárias);
  • elaboração de lista de ofertantes que infringiram as condições das plataformas.

Parceria e autorregulação

De acordo com Wellish, durante esses meses, foi feita uma aproximação com os responsáveis por marketplaces no Brasil, que começaram a trabalhar com a agência de forma colaborativa desde o início do processo, quase numa estratégia de autorregulação.

“Tudo isso, para que seja desenvolvido, por cada uma delas, uma estratégia para que o vendedor do produto, ao subir [publicar] determinado tipo de aparelho na plataforma, fosse instado a apresentar o código de homologação na Anatel, para que aquele equipamento pudesse ser então vendido dentro do marketplace”, explica o superintendente.

Ou seja, não se trata de um sistema da Anatel, cada plataforma de comércio eletrônico poderá usar a lista de produtos licenciados à sua maneira.

Ainda de acordo com Wellish, algumas lojas já estão fazendo essa solicitação para vendedores de produtos já publicados e/ou implementando o filtro pré-cadastro — em diferentes estágios de avanço nas suas próprias plataformas.

“O que a Anatel está fornecendo é a base de dados de produtos homologados para a verificação e consulta, possibilitando a estratégia proativa de combate a pirataria”, diz.

De olho na Black Friday

A Anatel está começando com um grupo de produtos, incluindo celulares, e deve expandir para todos os eletrônicos que passam pela agência.

Wellish conta que tem tido conversas com boa parte dos grandes marketplaces conhecidos pelo consumidor. Contudo, revela que nem todas as plataformas alvo do projeto estão colaborando ativamente com a iniciativa.

“Temos tido conversas muito boas com lojas e grupos como Magazine Luiza, B2W e ViaVarejo. Principalmente, aqueles que estão sob a alçada do IDV [Instituto para Desenvolvimento do Varejo], mas não posso falar que todos estão apoiando”, diz.

“Eu imagino que até a Black Friday, pelo menos em alguns marketplaces, isso já vai estar implementado”, completa.

Por que homologar?

Qualquer produto de telecomunicações — e não só smartphones — como roteadores, drones, smart tv boxes, relógios e pulseiras fitness, televisões inteligentes e tantos outros aparelhos conectados à internet precisa ser homologado pela Anatel para ser vendido no Brasil. Os que não são homologados, entram na categoria de produtos piratas ou irregulares.

A homologação da Anatel vasculha irregularidades de projeto, possíveis inseguranças no uso como riscos de aquecimento, explosão, radiação ou interferências em outros sinais de comunicação e submete o produto a avaliações técnicas em laboratórios espalhados por todos o país para conceder ao fabricante (ou não) o selo da agência.

‘Camelódromo’ Digital

Marcelo Silva, presidente do IDV, confirma que quatro das maiores lojas membro da instituição estão trabalhando com a Anatel. Ele ainda critica o mau uso das plataformas de ecommerce com a venda de produtos irregulares.

Silva acrescenta que o instituto foi fundado em 2004 e hoje representa o que chamou de “varejistas formais” — aqueles que fazem transações comerciais com notas fiscais e contratam corretamente os funcionários — para que tenham voz perante a sociedade e os legisladores. Ao todo, já são 76 varejistas associados.

“Um dos pressupostos é o combate a sonegação, a pirataria e o descaminho. Algumas dessas plataformas digitais não fazem transações de maneira formal e vendem de tudo, sem comprovante fiscal e proteção ao consumidor”, afirma Silva.

“O Brasil está se tornando um verdadeiro camelódromo digital”, disse o presidente do Instituto, parafraseando Flávio Rocha, proprietário da lojas Riachuelo e conselheiro do IDV, com opinião bem similar.

“Temos algumas empresas do varejo, associadas ao IDV, que estão fazendo um trabalho piloto com a Anatel, para garantir que o consumidor não esteja comprando um produto pirata ou não original. É uma experiência inicial e estamos muito contentes”, completa.

Fonte: UOL