Brasileiros ficam mais de dois anos com o mesmo celular, indica pesquisa

Os brasileiros estão cada vez mais tempo com seus celulares antes de trocá-los por outro. Ao menos, é o que indica a nova pesquisa “O brasileiro e seu smartphone”, realizada por Mobile Time/Opinion Box. De acordo com os resultados, os moradores do país passam mais de dois anos usando os mesmos smartphones antes de pensar em comprar um modelo novo, mostrando que o número recorrente de lançamentos mensais por parte das fabricantes com a justificativa de que essa troca seria feita a cada 12 ou 18 meses não se justifica.

Segundo o levantamento, os usuários de iPhones são os mais fieis aos seus dispositivos e ficam, em média, dois anos e sete meses com o mesmo aparelho. Já os donos de celulares Android costumam trocar a cada dois anos e dois meses.

A pesquisa ainda revelou que, no geral, os brasileiros buscam mais por um celular com o sistema operacional do Google — 85% possuem um smartphone Android. Já os fãs da Apple representam uma parcela de 14% dos entrevistados, enquanto 1% não soube identificar o software do telefone ou usava outra plataforma.

O estudo também revelou a fabricante favorita entre a população brasileira, e a Samsung ocupa a liderança com folga. A companhia sul-coreana é a preferida entre 43% dos entrevistados, enquanto a Motorola ocupa a segunda posição, com 22%. Apple, Xiaomi e LG completam a lista dos cinco primeiros, com 13%, 10% e 7%, respectivamente. “Outros” aparelhos representam uma fatia de 5% dos participantes.

Curiosamente, a Apple representa uma fatia de 13% entre os compradores, enquanto seu sistema operacional, o iOS, representa 14% dos entrevistados. Essa pequena diferença, porém, pode ser justificada como um possível erro dos participantes na hora de responder as duas perguntas.

Também é possível conhecer quantos brasileiros compram um celular novo e quantos recorrem a dispositivos usados — segundo os dados, 90% vão às lojas para comprar um modelo “na caixa”, enquanto 10% preferem economizar e buscam por um de segunda mão.

A pesquisa indica, porém, que o cenário se divide em relação à pretensão de compra nos próximos meses. 51% dos entrevistados pretendem adquirir um novo celular em até um ano, enquanto 39% revelam que vão manter seus dispositivos atuais — 25% porque não precisam e 14% por falta de dinheiro. 10% ainda não estão decididos quanto à possibilidade de compra de um novo telefone.

Homens querem performance e mulheres querem espaço

O levantamento ainda indicou quais são as prioridades de homens e mulheres na busca por um celular novo. Segundo os resultados, os respondentes do sexo masculino focam mais no processamento e 38% deles escolhem seu celular com base no chipset com o qual o dispositivo é equipado.

Já as entrevistadas voltam sua atenção para outro fator importante: a memória interna. Ou seja, o foco delas é a quantidade de armazenamento disponível no smartphone quando vão comprar e 36% das mulheres são atentas a este fator.

Já em um panorama geral, sem separar os interesses de homens e mulheres, 32% dos entrevistados dão atenção ao processador do celular, enquanto 30% preferem mais memória. A lista das cinco características mais buscadas é finalizada com a duração da bateria, qualidade da câmera e tamanho da tela, respectivamente com 20%, 11% e 4%. Outros 3% disseram que não estão atentos a nenhum destes itens.

Também é interessante notar que essa preferência varia de acordo com a idade. Enquanto jovens de 16 a 29 anos têm a capacidade de processamento como ponto prioritário na hora da compra (32%), pessoas acima de 50 anos focam na quantidade de armazenamento (35%). A mudança também acontece em relação à importância da câmera e tamanho da tela, onde a primeira cai conforme a idade avança e a segunda aumenta. 

Preferência por um iPhone cai conforme a idade

O estudo também revelou que a preferência por um iPhone pode variar de acordo com a idade. Segundo os dados, 19% dos entrevistados entre 16 e 29 anos preferem um celular da Apple. Esse número cai para 11% na faixa de idade de 30 a 49 anos e fica ainda menor, com 6%, entre as pessoas com mais de 50 anos.

Metodologia

A pesquisa Mobile Time/Opinion Box entrevistou um total de 2.177 pessoas, entre os dias 9 e 16 de junho de 2021. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais e o estudo possui um grau de confiança de 95%, de acordo com seus organizadores.

Fonte: Canaltech

Malware Joker volta à Play Store e infecta apps com 30 mil downloads

Vírus do coringa contrata serviços pagos de apps sem consentimento do usuário.

O Joker, família de malware que rouba informações pessoais e inscreve a vítima em serviços pagos sem seu consentimento, ainda circula na Play Store. O spyware foi identificado recentemente em pelo menos 11 apps Android, baixados cerca de 30 mil vezes na loja de aplicativos do Google. A informação é do ThreatLabz, laboratório da empresa de segurança digital Zscale, que realiza o monitoramento do vírus do coringa.

Os pesquisadores também constataram que algumas categorias de aplicativos são mais suscetíveis a apresentarem o malware do que outras. Apps de ferramentas são os alvos principais, representando 41% dos payloads, seguido de aplicações de comunicação, com 28% das cargas de transmissão de dados maliciosas avaliadas no estudo, realizado nos últimos dois meses e meio.

Além de “Ferramentas” e “Comunicação”, outras três categorias de apps completam os mais de 50 bases de dados analisadas pela Zscale: “Personalização”, com 22% dos uploads; “Fotografia”, com 7%; e “Saúde e Fitness”, que soma 2%. Os 11 aplicativos infectados identificados pela empresa são:

  1. Free Affluent Message
  2. PDF Photo Scanner
  3. delux Keyboard
  4. Comply QR Scanner
  5. PDF Converter Scanner
  6. Font Style Keyboard
  7. Translate Free
  8. Saying Message
  9. Private Message
  10. Read Scanner
  11. Print Scanner

Para driblar os sistemas de segurança do Google, os cibercriminosos têm usado encurtadores de URL como bit.ly e TinyURL para esconder endereços conhecidos por fornecer esses payloads. Houve uma série de outras alterações no sistema do Joker, conhecido por estar mudando constantemente.

Outra mudança na nova versão do spyware é o uso do acesso às notificações no Android. Uma vez que o usuário concede o acesso, o app infectado consegue ler todas as notificações do dispositivo, seja do próprio sistema ou de outros aplicativos instalados. Isso dá ao malware a capacidade de rastrear SMS, coletar listas de contatos e roubar informações em geral para realizar as assinaturas.

Como se proteger?

Os analistas observaram outra característica em comum no vírus de instalação do Joker: todos usam nomes próprios como desenvolvedor, com nome e sobrenome, e cada desenvolvedor possui somente um app registrado na Play Store. Embora esses atributos possam pertencer a um serviço legítimo, é válido ficar atento a apps desse tipo na loja do Android.

Além disso, valem as dicas gerais para proteger o celular de aplicativos maliciosos. Confira se a plataforma é verificada pelo Google, o que reduz consideravelmente as chances de o app ser espião. Estar atento às permissões solicitadas também é extremamente importante, sobretudo na nova variante do Joker.

Ter um antivírus instalado no smartphone é outra precaução válida. Mesmo que um ou outro código possa passar despercebido por programa, a maioria vai oferecer uma barreira extra contra roubo de dados e outros problemas.

Com informações de Zscale

Pegasus: software espião coloca liberdade em risco, diz especialista

Um consórcio de veículos revelou, no último domingo (16), que o velho conhecido spyware Pegasus estava espionando principalmente celulares de ativistas de direitos humanos, jornalistas, advogados e outros grupos. No Brasil, o governo teria tentado, inclusive, comprar o programa da NSO Group (empresa israelense que desenvolveu a solução).

Daniel Barbosa, especialista em segurança da informação da empresa de cibersegurança ESET foi consultado para falar sobre o assunto e o quão sensível é o Pegasus para o território nacional, já que ele já foi detectado circulando por aqui em 2018.

Primeiro, Barbosa explica que o malware é um APT (Advanced Persistent Threat), um tipo específico de software malicioso que realiza ataques sofisticados para roubar dados e espionar informações sigilosas, por exemplo.

O especialista explica que é possível rastrear este e outros tipos de malwares a partir de “indicadores de comprometimento”, que são espécies de impressões digitais dos programas. No caso do Pegasus, porém, sua rastreabilidade é bastante difícil, já que ele tem técnicas avançadas de ocultação.

Apesar disso, Barbosa explica que é pouco provável que usuários comuns estejam com seus smartphones infectados. “O Pegasus foi concebido para ser negociado com governos, não é um malware encontrado para ser vendido para qualquer pessoa. Sendo assim, a probabilidade de haver operadores ‘avulsos’ deste malware atuando em qualquer lugar do mundo é bem baixa”, salienta.

Riscos à liberdade

Mesmo que as “pessoas comuns” não estejam expostas, neste momento, ao risco de terem detalhes de mensagens de WhatsApp, ligações, câmera e microfone vazados, o malware representa um grande perigo.

Barbosa explica que a NSO Group negocia a ferramenta com governos e que isso pode representar riscos para os cidadãos. Assim como o caso narrado nesta semana aponta que os vigiados eram jornalistas, políticos de oposição, ativistas de direitos humanos e outros, daqui algum tempo os alvos podem ser outros.

“Hoje, a ameaça pode ter um foco nos cargos X, mas amanhã os cargos Y também poderão ser ‘monitorados’. Por isso, é necessário que todos nos preocupemos cada vez mais com a segurança das informações e nos atentemos cada vez mais a questões relacionadas à privacidade, para que direitos fundamentais dos cidadãos não sejam comprometidos”, defende.

Por causa disso, ele diz que todos devem se conscientizar e tomar medidas de proteção às informações pessoais, até para casos em que os cibercriminosos estejam querendo dinheiro e não necessariamente espionar a vítima.

O especialista recomenda o cuidado com acesso a sites desconhecidos, evitar baixar arquivos suspeitos e desconfiar sempre de contatos estranhos. Além disso, ele ressalta a importância da instalação de softwares de proteção que trabalham em camadas, e eles devem estar sempre atualizados e devidamente configurados.

Tentativa de compra da tecnologia

Assim como outras nações que declaradamente possuem o Pegasus, o governo brasileiro teria tentado comprar a polêmica tecnologia israelense de espionagem. Uma licitação (n° 03/2021) chegou a ser aberta pelo Ministério da Justiça e dedicava um valor de R$ 25,4 milhões para a aquisição de uma ferramenta de “busca e consulta de dados”.

De acordo com uma reportagem de maio do UOL, o filho do presidente da República e vereador carioca, Carlos Bolsonaro (Republicanos), teria, inclusive, articulado para remover entidades como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) da licitação.

Segundo as fontes do veículo, a intenção do político era expandir um “grupo paralelo de inteligência” no governo. A participação da NSO Group no pregão eletrônico chegou a ser confirmada por fontes do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), sendo que, posteriormente, a empresa de Israel desistiu da licitação por motivos não revelados.

À época, o vereador Carlos Bolsonaro não respondeu oficialmente sobre o assunto. Horas depois das matérias terem ido ao ar, ele publicou uma referência ao anime Cavaleiros do Zodíaco, dizendo que o personagem Seiya era “o único Pégasus” que conhecia.

O único Pégasus que conheço. Quando moleque, assistia sempre! Deve ser isso que confundiram! Agora tudo faz sentido! pic.twitter.com/y1QUE13iM9— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) May 19, 2021

Resposta da NSO Group

O TecMundo entrou em contato com a NSO Group para questionar sua relação com o governo brasileiro. Por e-mail, a empresa explicou que “por motivos contratuais e de segurança nacional, não pode confirmar ou negar a identidade dos clientes governamentais”. Segundo a companhia, eles também não podem comentar sobre antigos clientes governamentais que já tiveram os sistemas desligados.

Em nota, a empresa também negou todos os fatos atribuídos à ela, incluindo a informação de que o Pegasus teria “grampeado” mais de 50 mil números de celulares ao redor do mundo. A companhia israelense ainda chamou a história divulgada neste final de semana de “frágil”, “cheia de falsas suposições” e com “teorias não corroboradas”.

A companhia defendeu que sua tecnologia tem ajudado a prevenir e investigar casos de pedofilia, ataques terroristas e suicidas, tráfico de drogas, sequestros e outros tipos de crimes. Ela também sustentou que investiga o mal uso de sua ferramenta.

“A NSO Group continuará a investigar todas as alegações confiáveis de uso indevido e a tomar as medidas adequadas com base nos resultados dessas investigações. Isso inclui o desligamento do sistema de um cliente, algo que a NSO provou sua capacidade e disposição de fazer, devido ao uso indevido confirmado, o que fez várias vezes no passado e não hesitará em fazer novamente se a situação justificar”, finalizou.

Fonte: Tecmundo

WhatsApp concentra quase 90% das mensagens de phishing do Brasil

Bastante popular entre a população brasileira, o WhatsApp é o alvo preferencial dos criminosos que enviam mensagens falsas (phishing) para realizar golpes ou roubar dados privados. Segundo uma análise conduzida pela Kaspersky a partir de usuários do sistema operacional Android, 89,6% dos links maliciosos reportados se concentram no mensageiro pertencente ao Facebook.

Embora outras plataformas de comunicação também sejam usadas para aplicar golpes, elas surgem de forma mais discreta: 5,7% das mensagens se concentram no Telegram, enquanto o Viber responde por 4,9% delas. A decisão de usar o WhatsApp como alvo é justificada pelo fato de que o aplicativo está instalado em 98% dos celulares brasileiros, fornecendo uma base abrangente de alvos aos criminosos.

As informações foram coletadas de forma voluntária e anônima pelos clientes da plataforma Kaspersky Internet Security for Android, e servem como alerta para quem usa o mensageiro. Enquanto muitos dos golpes usam links maliciosos — muitas vezes detectados por programas de proteção —, ações que usam da engenharia social para obter números de confirmação enviados por mensagens de SMS também são comuns.

Imagem: Divulgação/Kaspersky

Segundo o analista de segurança Fabio Assolini, os usuários não devem subestimar as ameaças digitais, especialmente em um cenário no qual o Brasil é recordista em golpes de phishing. Usando táticas que se repetem, golpes do tipo usam assuntos de interesse público como a pandemia do COVID-19 e datas como a Black Friday para chamar a atenção e conquistar a confiança das vítimas.

Como se proteger dos golpes?

A Kasperky oferece algumas dicas para não ser vítimas de tentativas de phishing pelo WhatsApp:

  • Preste atenção a esquemas de corrente e evite compartilhar links suspeitos com seus contatos;
  • Não confie em mensagens com muitos erros de ortografia ou que apresentem links com formatos incomuns;
  • Mesmo que um contato seja conhecido, desconfie de mensagens que prometem promoções imperdíveis e possuem textos que demonstrem urgência. É possível que ele tenha sido vítima de um golpe que roubou sua conta para espalhar mensagens maliciosas;
  • Instale soluções de segurança e as mantenha atualizadas: as melhores bloqueiam links inseguros e impedem que seus dados sejam comprometidos.

Algo que facilita a ação dos criminosos é um fato de que três em cada dez brasileiros não sabem reconhecer uma mensagem de e-mail falso, algo que também afeta as mensagens recebidas por mensageiros. “Soma-se a esta dificuldade a popularidade dos app de mensagens. Isso permite que as mensagens maliciosas tenho o potencial de alcançar uma quantidade alta de pessoas de forma rápida”, alerta.

O analista também afirma que, mesmo sendo percebidos pelo público como algo comum, golpes de phishing ainda funcionam e atingem muitos alvos. Como exemplo, ele cita um caso recente de uma mensagem que oferecia material escolar gratuito que trazia um link malicioso que foi clicado 675 mil vezes em cinco dias. A situação, que simulou uma promoção semelhante realizada um ano antes, mostra que é preciso ter todo o cuidado para lidar com criminosos que se mostram cada vez mais sofisticados e inteligentes em suas ações.

Fonte: Canaltech

Golpe financeiro impacta uma pessoa a cada 6 segundos; saiba se proteger

Os primeiros seis meses do ano tiveram um monte de tentativas de golpes financeiros. Quem diz isso é a empresa de segurança Psafe, que calculou que houve uma detecção a cada seis segundos durante o período. Ao todo foram, 2,3 milhões de tentativas no primeiro semestre.

Por tentativas de golpe financeiro, a empresa se refere especificamente a ataques que visam o roubo de informações bancárias e de cartão de crédito. Na maioria das vezes, eles ocorrem via mensagem de texto enviada para o celular.

“O cibercriminoso se passa por um banco solicitando o bloqueio ou desbloqueio de um cartão de crédito através de um link, ou pedindo a confirmação de dados bancários supostamente para bloquear uma compra não autorizada. A vítima, aflita e com medo de estar sofrendo uma fraude, é convencida a informar dados sensíveis que serão utilizados nos golpes”, explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, o laboratório de segurança digital da Psafe, em comunicado.

A empresa de segurança cita ainda alguns agravantes que facilitaram a vida de golpistas neste ano. Em meados de fevereiro, houve o vazamento de uma grande base de dados consolidada, que contava com informações pessoais de milhares de brasileiros. A disponibilização dessas informações em fóruns facilita bastante a tarefa de criminosos.

“Se no passado, um banco ligasse para você, dissesse seu nome completo e CPF, você poderia confiar que era realmente alguém do banco ao telefone. Hoje em dia, com os criminosos de posse dessas informações vazadas, é preciso sempre desconfiar e não passar mais dados se não tiver certeza sobre quem está solicitando as informações”, diz Simoni.

O problema de ceder dados para estranhos é que cibercriminosos podem realizar compras virtuais, assinar serviços online ou ainda abrir contas em nome das vítimas.

Evitando golpes

Para reduzir o risco de golpes, fique esperto com:

  • Mensagens de texto via SMS solicitando informações bancárias ou códigos não solicitados
  • Links compartilhados via SMS, WhatsApp e redes sociais de modo geral. Nunca informe ou clique em links que você desconhece a procedência Empresas, como a própria Psafe, contam com soluções de segurança que ajudam a analisar links maliciosos
  • Acesso a redes wi-fi públicas ou sem senha para realizar transações financeiras. Nestes ambientes, pode haver um cibercriminoso monitorando seu acesso e o que você digita em seu dispositivo.

Fonte: UOL

Ransomware: empresa de software pode ter que pagar US$ 70 milhões a hackers

Foto por Mati Mango em Pexels.com

A empresa fornecedora de softwares Kaseya foi alvo de um ataque de ransomware. Hackers paralisaram os serviços dos programas oferecidos pela companhia em todo o mundo, e o resgate pedido foi de 70 milhões de dólares, ou quase 364 milhões de reais.

A Kaseya é uma empresa que atua no ramo de software de gestão de produtos, estoques e inventários, oferecendo serviços a pequenos empreendedores ou redes de comércio.

Segundo o CEO da Kaseya, Fred Voccola:

o tamanho exato do dano causado pelo ransonware é difícil de ser estimado.

Uma boa parcela dos usuários é de consultórios particulares de médicos, dentistas e similares, mas o impacto foi mais sentido na Suécia, onde diversos supermercados tiveram que fechar os estabelecimentos porque as caixas registradoras ficaram offline.

Outro local de grande transtorno foi a Nova Zelândia, onde creches e escolas de educação infantil dependem dos sistemas da Kaseya e tiveram que fechar o dia letivo em virtude de programas inoperantes.

Voccola não respondeu se vai pagar o valor pedido pelos hackers.

Ransomware” é a prática atribuída a um ataque cibernético que “sequestra” informações ou sistemas privados em troca de um resgate, normalmente pago por meio de criptomoedas devido à dificuldade de rastreamento. Os hackers deste caso, porém, não sinalizaram nenhuma preferência específica por moedas.

Fonte: Olhar digital

Governo é o principal alvo de ataques cibernéticos no Brasil, revela análise

Com a pandemia e o isolamento social decorrente dela, muitas pessoas intensificaram seu uso da internet e dos meios digitais. A tendência também foi seguida pelos criminosos, que intensificaram suas atividades para aproveitar as vulnerabilidades geradas pelo trabalho remoto e por campanhas como a do Auxílio Emergencial, no caso brasileiro.

Segundo um estudo conduzido pela Trend Micro, a maioria dos ataques no Brasil se concentrou em prejudicar entidades ligadas ao governo (35,3%). Em seguida, os principais alvos foram o setor da manufatura (9,7%) e da saúde (9,2%) em uma tendência que destoou um pouco dos números globais.

Em uma escala mundial, a maioria dos ataques detectados durante o ano de 2020 se concentraram no setor da manufatura (13,9%), seguido pelo órgãos governamentais (13,9%), educação (10%) e saúde (9,6%). Somente no ano passado, os setores somados foram responsáveis por mais de 1,4 milhão de detecções.

De janeiro a maio de 2021, foram registrados 5 milhões e meio de ataques contra empresas que usam as plataformas de proteção da Trend Micro. No Brasil, o setor mais atingido continua sendo o governo (35,7% dos casos), enquanto o setor da manufatura continua liderando o cenário mundial de ataques (20,6%).

Imagem: Divulgação/Trend Micro

Além de ter obrigado muitas empresas a adotar o sistema de home office, a COVID-19 também foi usada como isca para a realização de crimes virtuais. Segundo a Trend Micro, em 2020 foram registradas mais de 16 milhões de ameaças relacionadas à pandemia, sendo que 90% delas estavam relacionadas a spam — 60% delas tiveram origem em países como Estados Unidos, Alemanha e França.

Fonte: Canaltech

Ferramenta online ajuda empresas a se protegerem contra ataques de ransomware

Conhecidos por sua periculosidade e capacidade de paralisar totalmente as atividades de uma empresa, ataques de ransomware são uma preocupação crescente entre departamentos de segurança. Para ajudar corporações a garantir a proteção de seus sistemas e o fechamento de brechas, a Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura (CISA, na sigla em inglÊs) dos Estados Unidos criou uma nova ferramenta de verificação online gratuita.

Conhecida como Cyber Security Evaluation Tool (CSET), a ferramenta não é exatamente nova: ela foi criada em 2006 pelo Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Desde então, ela tem sido mantida atualizada em resposta ao surgimento de novas ameaças cibernéticas, e sua versão mais recente adotou novas proteções contra ataques de ransomware.

Disponível gratuitamente no GitHub, a versão 10.3.0 do CSET conta com um módulo conhecido como Ransomware Readiness Assessment (RRA). Ele avalia o quanto um negócio está equipado para se defender de um ataque, bem como os recursos que conta para se recuperar caso seja vítima de cibercriminosos.

Caminhos claros para melhoria da segurança

Segundo a descrição oficial, o RRA aponta caminhos claros para melhorias em áreas classificadas como básicas, intermediárias e avançadas. “O objetivo é ajudar uma organização a melhorar, concentrando-se primeiro no básico e, em seguida, progredindo com a implementação de práticas nas categorias intermediárias e avançadas”, afirmam os desenvolvedores.

A CISA explica que a ferramenta é capaz de analisar tanto a tecnologia operacional quanto a tecnologia de informação das práticas de segurança de redes usadas por corporações. Os resultados são exibidos de forma acessível através de gráficos e tabelas, que indicam as etapas necessárias para aumentar a proteção e fechar brechas nos sistemas.

Segundo a Check Point Software, o ano de 2021 registrou uma alta de 92% no número de ataques de ransomware realizados contra empresas brasileiras. O escalonamento de ações do tipo em escala global deve fazer com que companhias de seguro mudem suas políticas, pois a cobertura oferecida aos pagamentos de resgates está servindo com um incentivo para que criminosos apostem em ações do tipo.

Fontes: TechRadar e Canaltech

Facebook testa mudanças no Instagram para se assemelhar ao TikTok

Nesta quarta-feira (30), o chefe do Instagram e do Facebook – Adam Mosseri- anunciou os planos da rede social para começar a mostrar aos usuários vídeos recomendados em tela inteira em seus feeds.

“Também vamos experimentar como podemos abraçar o vídeo de forma mais ampla – tela inteira, imersivo, divertido, vídeo que prioriza os dispositivos móveis”, comentou Mosseri em um vídeo e que “você verá uma série de coisas ou experimentar várias coisas neste espaço nos próximos meses.”

Além disso, Mosseri revelou que o Instagram tem planos de mostrar aos usuários vídeos em tela inteira em seus feeds, incluindo vídeos que recomenda aos usuários, como aqueles de contas que eles ainda não seguem. Sendo assim, os usuários começarão a ver os experimentos do Instagram com essas mudanças nos próximos meses, disse ele.

“Não somos mais um aplicativo de compartilhamento de fotos ou um aplicativo de compartilhamento de fotos quadrado”, afirmou Mosseri.

Isso representa uma mudança drástica para o Instagram, que até agora era basicamente um aplicativo onde os usuários podem ver imagens em tamanho quadrado de seus amigos e contas que eles seguem. A mudança na apresentação do conteúdo alinhará o Instagram em uma competição mais direta com a chinesa TikTok, uma novata no mercado de aplicativos sociais.

Ademais, Mosseri destacou especificamente o TikTok, bem como o YouTube, que é propriedade do Google, como concorrentes e as razões para essas mudanças: “Vamos ser honestos, há uma competição realmente séria no momento. O TikTok é enorme, o YouTube é ainda maior e há muitos outros iniciantes também.”

O Instagram já fez da competição com o TikTok uma prioridade ao lançar o reels no ano passado. Sendo que o reels é um recurso de vídeo de formato curto que permite aos usuários do Instagram criar conteúdo com áudio sobreposto e efeitos de realidade aumentada, da mesma forma que já fazem na plataforma chinesa.

“As pessoas procuram o Instagram para se divertir, há uma competição acirrada e há muito mais a fazer”, finalizou Mosseri.

Fonte: Olhar digital

Metade da população mundial possui um smartphone, revela relatório

Os últimos dez anos foram palco de grandes mudanças relacionadas ao acesso à informação. Um dos marcos, por exemplo, foi a migração dos celulares tradicionais para os smartphones, oferecendo ao usuário acesso à internet praticamente em qualquer lugar graças ao avanço gradual da cobertura de redes móveis pelo mundo.

Agora, um novo relatório da empresa de consultoria Strategy Analytics revela um número impressionante: metade da população mundial possui um smartphone pessoal. Uma mudança dramática se comparada a era dos primeiros celulares inteligentes (de 1995 a 2005) equipados com Windows Mobile e Palm OS, em que a adoção, segundo o gráfico abaixo, nem sequer alcançou 5%.

A partir de 2008, após a chegada do iPhone e dos primeiros aparelhos com Android, foi observada uma adoção mais acentuada, principalmente entre 2010 e 2011.

“Estimamos que a base global de usuários de smartphones aumentou de apenas 30 mil pessoas em 1994 para 1 bilhão em 2012 e um recorde de 3,95 bilhões em junho de 2021. Com 7,9 bilhões de pessoas no planeta, isso significa que 50% do mundo possui um smartphone”, declarou Yiwen Wu, analista sênior da Strategy Analytics.

O CEO da Strategy Analytics, Neil Mawston, diz que o smartphone é o computador de “maior sucesso” de todos os tempos: “Os consumidores e trabalhadores adoram a conveniência, utilidade e segurança de ter um computador conectado no bolso”. Segundo o executivo, até 2030 cerca de 5 bilhões de pessoas usarão smartphones em todo o mundo.

A Strategy Analytics também afirma que o percentual da população com acesso à internet ultrapassou a marca de 50% em 2019, sem dúvida, um crescimento ligado diretamente à disseminação dos smartphones.

Fonte: Strategy Analytics e Olhar digital