Criminosos se aproveitam do medo do Coronavírus para espalhar malware

Ameaças chegam anexadas a e-mails com falsas ‘dicas de prevenção’ ou ‘avisos oficiais’ sobre a doença

bot-virus-malware

Um relatório mensal de ameaças elaborado pela Check Point, empresa especializada em segurança, indica que criminosos estão se aproveitando do medo e interesse gerado pelo Coronavírus COVID-19 para espalhar malware.

Segundo a empresa, no mês de janeiro uma campanha no Japão tentou distribuir o Emotet, um Trojan avançado capaz de se auto-propagar e de se esconder dos programas anti-vírus, que mundialmente foi principal malware pelo quarto mês consecutivo.

A ameaça chegava em um e-mail com um documento supostamente oficial que indicaria em quais cidades japonesas o vírus estaria se espalhando. Mas ao abrir o documento, um script tenta baixar o Emotet e infectar o computador.

Uma campanha similar foi identificada na Indonésia, através de um e-mail que supostamente continha “dicas de como se proteger do vírus”. Desta vez a ameaça em anexo era o Lokibot, projetado para roubar informações como nomes de usuário e senha de serviços online e de carteiras de criptomoedas.

A Check Point também alerta para um aumento no número de domínios com Coronavírus no nome, muitos deles vendendo falsas vacinas e curas.

Campanhas como as vistas no Japão e Indonésia são um tipo de ataque conhecido como “Phishing”. Como sempre, recomendamos o uso de um bom antivírus no PC e em seu smartphone.

Fontes: Olhar Digital, Check Point

No Brasil, 198 mil contas de WhatsApp foram clonadas em janeiro

Golpes que prometem benefícios ainda são líderes nos golpes que clonam contas de usuários no País

Golpe-no-Whats

Um novo levantamento da startup de segurança PSafe alerta que o número de contas do WhatsApp clonadas com golpes continuam aumentando. Só em janeiro deste ano, 198 mil contas cairam nas mãos dos criminosos, sendo a maioria delas no estado de São Paulo.

Na capital paulista, 41,2 mil contas foram afetadas, seguida pelo Rio de Janeiro com 24,2 mil e Minas Gerais, com 15,9 mil. O golpe mais utilizado envolve falsas vagas de emprego, assuntos referente à bolsas de auxilio do Governo Federal – como o Bolsa Escola – e o oferecimento de cartão de crédito para negativados.

Outra armadilha que continua em crescimento é aquele em que o golpista liga para o usuário informando sobre algum prêmio ganho – geralmente convites para festas ou espetáculos – e pede que, em troca, o usuário forneça um código, que é usado para acessar a conta no WhatsApp.

Saiba como se proteger

Ao todo, a PSafe identificou 7,590 mil golpes únicos em janeiro de 2020, que lesaram cerca de 13,6 milhões de usuários no Brasil. Para se proteger, a dica dos especialistas é sempre acionar a verificação em duas etapas no WhatsApp. A função pode ser habilitada no próprio aplicativo, na aba de “Configurações”, e depois em “Conta”.

20180718182502

Fonte: Terra tecnologia